Título: Mais um recorde para a Avenida Brasil
Autor: Carolina Benevides e Florença Mazza
Fonte: Jornal do Brasil, 05/06/2005, Rio, p. A28
Quem trafega pela Avenida Brasil diariamente não enfrenta só engarrafamentos. De acordo com o Inventário de Fontes Emissoras de Poluentes Atmosféricos da Região Metropolitana do Rio, feito por pesquisadores da Feema, a avenida - uma das 186 selecionadas para o estudo - é responsável por 33% do lançamento de óxidos de nitrogênio e 30% de dióxido de enxofre na Região. - Os carros a diesel e o anda e pára do trânsito são horríveis para a qualidade do ar. No Rio, 77% dos poluentes estão nas vias de tráfego e não nas regiões industriais, como era de se esperar - conta Paulina Porto Cavalcanti, engenheira química da Divisão de Qualidade do ar da Feema.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente também monitora o ar do Rio. Quatro estações fixas - Copacabana, Tijuca, Centro e São Cristóvão - e uma móvel, que está na Barra da Tijuca desde agosto de 2004 e fica por lá até os Jogos Pan Americanos de 2007, medem a qualidade do ar. Este ano, até o dia 02 de junho, em Copacabana, na Estação Arcoverde do metrô, 86,3% dos dias estiveram classificados como Bom. Na Barra, 63,4% dos dias foram apontados como Regular.
Segundo o professor-assistente do setor de pneumologista da Uerj, Kennedy Kirk, essas mudanças na qualidade do ar contribuem para o aparecimento de doenças.
- Pessoas mais suscetíveis ficam com as defesas respiratórias comprometidas. Podem ter alergias e até doenças pulmonares obstrutivas crônicas, como bronquite - diz Kennedy.