Título: Reforma do ministério será a última
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Fonte: Jornal do Brasil, 25/06/2005, País, p. A3

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá dispensar na reforma ministerial em curso todos os ministros que tiverem pretensões eleitorais no ano que vem, mantendo apenas os nomes daqueles que tiverem o compromisso com o cargo até o fim do governo. A informação é do ministro da Educação, Tarso Genro. - O que o presidente tem colocado é que ele não quer mais mudar o ministério daqui por diante. E não querendo mudar o ministério, certamente ele tem como conceito que aqueles que vão ficar no governo devem ter o compromisso de permanecer até o fim. Ele não quer mais mudar o ministério depois dessa reforma - disse o ministro, após solenidade no Palácio do Planalto.

Segundo o ministro, a reforma ministerial estará praticamente completa ''''seguramente até segunda ou terça-feira''. Ele afirmou que o presidente ''já tem bem claro o que ele vai fazer''.

Questionado se a reforma será ampla diante da dispensa dos ministros candidatos, Genro disse que o presidente ainda não deu detalhes sobre a dimensão da mudança.

Durante a solenidade de assinatura de decreto na área de educação tecnológica, o ministro da Educação foi confirmado pelo presidente no cargo até o fim do governo e até mesmo em uma possível reeleição.

- Certamente um mandato de quatro anos, ou uma administração no ministério de três anos como você está tendo, ou, quem sabe, mais alguns anos ainda sejam pouco para podermos recuperar o tempo perdido - disse o presidente, sinalizando que o ministro, há um ano e meio no ministério, será mantido no cargo com a reforma.

Mesmo reafirmando que o PT não está reivindicando a demissão do ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, Tarso Genro defendeu o nome do ministro Jaques Wagner para a pasta, caso o presidente opte pela troca.

- Nós do PT não estamos pedindo a saída do ministro Aldo. Mas se o presidente resolver que vai mudar a coordenação política, é óbvio que nós gostaríamos que um quadro do PT estivesse lá. E o nome que me parece de alto nível, de grande capacidade de articulação política, é o do ministro Jaques Wagner. Essa é uma opinião apenas - afirmou.