Título: Remédios serão entregues em casa
Autor: Adriana Bernardes
Fonte: Jornal do Brasil, 29/06/2005, Brasília, p. D4
A partir do dia 1º de agosto 5 mil pacientes crônicos cadastrados na secretaria de Saúde receberão os medicamentos de uso contínuo em casa. Os primeiros a serem atendidos pelo programa Remédio em Casa serão os moradores de Ceilândia que fazem tratamento de hipertensão e diabetes, além dos pacientes com osteoporose e câncer de mama que moram em outras regiões de Brasília. A fase incial, chamada de projeto piloto, deve atender a um total de 10 mil pacientes.
O primeiro passo para que isso aconteça foi dado ontem, com a assinatura do contrato entre o Governo do Distrito Federal e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ETC).
O secretário de Saúde, José Geraldo Maciel, informou que não há como prever o valor total do contrato porque vai depender do número de postagem (entregas) feitas pelos Correios. Mas adiantou que o governo pagará R$ 26 mil para cada cinco mil entregas feitas.
- O GDF não vai deixar de gastar ou reduzir despesas com esse projeto. É um investimento social baixo quando se leva em conta o ganho que essas pessoas terão em termos de comodidade - defendeu Maciel.
A estimativa do secretário de Saúde, é que existam no Distrito Federal cerca de 30 mil diabéticos, 40 mil hipertensos e 10 mil pacientes que necessitam de medicamentos excepcionais em tratamento nas unidades de saúde. A meta para a segunda etapa do projeto é entregar os remédios na casa de 80 mil pacientes que se enquadram no projeto por um período que varia de dois a seis meses, conforme o caso.
Quem ainda não está cadastrado na rede de saúde deve procurar os postos.
- O objetivo é garantir o acesso rápido aos medicamentos por parte de uma significativa parcela da população, minimizando o absenteísmo dos portadores de doenças crônicas. Alguns deixam de buscar o remédio por falta de dinheiro para o transporte ou dificuldade de locomoção. Outra vantagem será o descongestionamento nas unidades de saúde e evitar problemas de suprimento - afirmou Maciel.
Correios - O diretor regional dos Correios, Alexandre Câmara, informou que o depósito dos medicamentos será no Centro de Distribuição dos Correios, atrás do Free Park.
A área começa a ser adaptada assim que a Vigilância Sanitária vistoriar o local e apontar quais devem ser as características do armazém para medicamentos.
- A secretaria de Saúde enviará ao órgão uma listagem com os nomes dos pacientes; o medicamente e a quantidade a ser entregue para cada um - explicou Câmara.
A secretaria de Saúde também ficará responsável por remanejar os farmacêuticos para trabalharem no local, mas não foi definido o número de funcionários.
O ministro interino da Saúde, Antônio Alves de Souza, disse em seu pronunciamento que o Governo Federal deverá estudar a possibilidade de expandir o projeto ''Remédio em Casa'' para todo o País.