Título: No chão desde janeiro
Autor:
Fonte: Jornal do Brasil, 02/07/2005, Economia & Negócios, p. A19

O calvário da Vasp se acentuou no final do ano passado, quando a empresa passou a cancelar vôos regulares que não apresentavam taxa de ocupação mínima para garantir rentabilidade operacional.

De acordo com as normas do Departamento de Aviação Civil (DAC), as empresas que operam vôos regulares não podem utilizar razões de prejuízo operacional para compensar vôos.

Como a empresa confirmou em janeiro que o cancelamento de vôos era a única maneira de continuar operando, o DAC decidiu, em 26 de janeiro, cancelar as oito rotas que a empresa ainda mantinha no Brasil.

Em 10 de março, uma comissão de intervenção passou a administrar a companhia, substituindo o empresário Wagner Canhedo, que adquiriu a empresa na privatização em 1990.

Há duas semanas, no entanto, veio à tona o desmonte de patrimônio da companhia. Policiais encontraram turbinas e outros materiais da empresa escondidos em um depósito em São Bernardo do Campo. O proprietário do espaço foi preso em flagrante e confessou que guardara o material a pedido do filho de Wagner Canhedo.