Título: Economia livre de contágio
Autor:
Fonte: Jornal do Brasil, 08/07/2005, Econoomia & Negócios, p. A20
O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que os fundamentos da política econômica do Brasil estão sólidos e não foram atingidos pelo escândalo do mensalão enfrentado por integrantes da cúpula do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- O sólido marco da política econômica segue vigente e não foi afetado pelos recentes acontecimentos políticos - afirmou o porta-voz do Fundo, Thomas Dawson.
O porta-voz afirmou que a política fiscal doméstica vem obtendo resultados superiores aos esperados e que a rigorosa política monetária deu claros sinais de redução das pressões inflacionárias.
Ele lembrou que o Brasil tem conseguido obter superávits primários (receita menos despesas, excluídos os pagamentos de juros) superiores à meta estabelecida para este ano (4,25% do PIB).
Além disso, afirmou que as altas promovidas pelo Banco Central na taxa de juros - foram nove elevações entre setembro e maio, que levaram a Selic para os atuais 19,75% ao ano - já começam a surtir efeitos sobre a inflação.
Ainda segundo Dawson, o Brasil tem agora a oportunidade de recuperar o crescimento ''duradouro e sustentável'' após a desaceleração dos últimos meses.
O porta-voz disse ainda que o FMI incentiva as autoridades brasileiras a seguirem adiante com a agenda de reformas, inclusive com a proposta que trata da independência do Banco Central, além da reforma tributária e de medidas para melhorar o comércio internacional.
Para Dawson, a principal indicação de que as reformas são necessárias é a recente desaceleração do crescimento econômico.
- Sinais recentes de que a atividade econômica diminuiu reforçam a importância de medidas para acelerar o potencial de crescimento - ressaltou.
No fim de março deste ano, o governo brasileiro decidiu não renovar o acordo que mantinha com o FMI. Mesmo assim, a equipe econômica continuou adotando as diretrizes de política fiscal e monetária recomendadas pelo Fundo.
Com agências