Título: Petrobras descarta alta nos combustíveis
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Fonte: Jornal do Brasil, 09/07/2005, Economia & Negócios, p. A21
O presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, afirmou ontem que a queda na cotação do dólar poderá compensar a alta do preço do barril de petróleo no mercado internacional e evitar reajuste de combustíveis no mercado interno. - É lógico que quando você chega a uma situação de preço de US$ 60 (por barril), se ele se mantiver por um período muito longo, a Petrobras terá que analisar. O fato é que o preço do barril cresceu muito, mas um outro componente do preço interno, o dólar, caiu em relação ao real, o que compensa o preço do barril - disse.
O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disse que é preciso ter tranqüilidade neste momento de alta de preços.
- Todos os mecanismos de controle para uma situação como essa na área de petróleo estão absolutamente tomados. Quem impulsiona esse movimento é o mercado internacional - afirmou.
O dólar fechou com leve baixa de 0,08%, a R$ 2,375, sob expectativa do mercado em torno da reforma ministerial. Já o preço do barril de petróleo voltou a cair, depois de se aproximar de um recorde, devido a especulações de que o furacão Dennis pode não alcançar a maioria das estruturas de prospecção e plataformas do Golfo do México. Os contratos de petróleo bruto para entrega em agosto caíram US$ 1,10, ou 1,8%, fechando a US$ 59,63 por barril na Bolsa Mercantil de Nova York. O preço do barril chegou a alcançar a cotação recorde de US$ 62,10 na quinta-feira, antes de despencar em conseqüência dos atentados terroristas ocorridos em Londres.
A deterioração do cenário político brasileiro impediu a recuperação da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta semana. O Ibovespa - principal índice da bolsa paulista, composto por 55 ações - caiu 0,11% ontem e fechou aos 24.422 pontos. O índice terminou todos os pregões desta semana em baixa, acumulando perdas de 3,51% no período.
Com agências