Título: PT nega ter pedido moratória
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Fonte: Jornal do Brasil, 16/07/2005, País, p. A5

A assessoria do PT negou ontem que o partido tenha entrado com um pedido de moratória (suspensão de pagamentos) por conta de sua situação financeira. Segundo o secretário de finanças da sigla, José Pimentel, a dívida total é estimada em R$ 20,4 milhões. O Partido dos Trabalhadores também tomou dois empréstimos, um de R$ 2,4 milhões e outro de R$ 3 milhões, com os bancos BMG e Rural que ainda não foram pagos. No entanto, o PT ainda possui uma linha de crédito rotativo de R$ 3,5 milhões com o Banco do Brasil.

Pimentel, que faz parte da nova Executiva eleita no fim de semana passado, afirma que determinou o levantamento da situação financeira do partido, com a produção de um relatório final a ser apresentado na próxima segunda-feira.

Ainda de acordo com Pimentel, o relatório deve conter o planejamento financeiro de 2005, as despesas administrativas dos partido e o levantamento das dívidas, com um cronograma para a quitação dos compromissos.

O grupo de trabalho responsável por analisar a situação financeira é formado por Pimentel, o secretário-geral Ricardo Berzoini, o secretário de organização, Gleber Naime, e os vice-presidentes Romênio Pereira e Valter Pomar.

A situação financeira do PT é o núcleo dos escândalos que abalaram a imagem do partido nas últimas semanas, a partir de reportagens que mostraram o relacionamento entre o ex-secretário de finanças Delúbio Soares e o empresário Marcos Valério de Souza. o empresário está no foco de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso e tem suas movimentações bancárias investigadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).