Título: Paquistão prende envolvido em ação
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Fonte: Jornal do Brasil, 21/07/2005, Internacional, p. A9
O Paquistão prendeu um britânico muçulmano que supostamente era procurado por envolvimento com o atentado de 7 de julho em Londres. Haroon Rashid Aswad foi apanhado durante a operação que levou à captura de mais de 150 supostos militantes no país.
- Nós o pegamos na casa do qari (título honorífico de quem recita o Corão) Fateh Mohammad, em Sargodha. Acreditamos que tenha ligações com os militantes - disse uma fonte de segurança.
Aswad teria sido levado de Sargodha, a 150 km de Islamabad, para Lahore, capital da província do Punjab. Na hora da prisão, o suspeito portava um cinturão explosivo, 1 milhão de rúpias (US$ 17 mil) e tinha passaporte britânico.
A imprensa asiática, inclusive a edição local do Wall Street Journal, diz que o nome de Aswad foi passado às autoridades paquistanesas pelos investigadores britânicos, que o identificaram a partir de chamadas feitas pelo celular de um dos militantes suicidas de Londres. Também há relatos de que um homem chamado Aswad Rashid Haroon foi incluído nos bancos de dados dos EUA como tendo vínculos com Osama bin Laden.
O governo paquistanês determinou uma nova onda de repressão aos grupos militantes do país, após a notícia de que três dos quatro autores do ataque eram britânicos de ascendência paquistanesa, que haviam visitado o Paquistão recentemente. As autoridades dizem que os três entraram no país pela cidade de Karachi, no ano passado, e que pelo menos um visitou escolas religiosas, algumas das quais ''incubadoras'' de militantes.
Na terça-feira, forças de segurança detiveram mais de 25 suspeitos em uma série de ações relacionadas a pistas vindas da Grã-Bretanha. Policiais invadiram escolas religiosas e casas de Karachi durante a noite e prenderam 39 estudantes e clérigos ligados a organizações proscritas. Outros 39 foram detidos em Peshawar, 30 em Quetta, 30 em Multan e em outras cidades do Punjab.
- Eram pessoas que estavam sob vigilância há algum tempo por suas ligações com grupos extremistas - revelou o policial Malik Mohammad Saad, sem explicar porque a polícia nao teria agido antes.