Título: Empresa doou R$ 2,4 milhões nas eleições de 2002
Autor: Ricardo Rego Monteiro
Fonte: Jornal do Brasil, 22/07/2005, País, p. A2
A GDK , empresa de engenharia que presta serviços à Petrobrás, integrou a lista das empresas investigadas pela CPI por ter dado de presente ao ex-secretário-geral do PT, Sílvio Pereira, uma caminhonete Land Rover. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que a empresa doou, nas eleições de 2002, R$ 2,450 milhões à candidatos de oito partidos.
O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes (PPS-CE), foi o maior beneficiado, recebeu da GDK uma doação no valor de R$ 700 mil em sua campanha à presidência da República.
A segunda maior doação, R$ 600 mil, foi para o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). À campanha de Lula foram repassados R$ 100 mil, R$ 240 mil a menos do que a doação feita à candidatura do governador do Ceará, Lúcio Alcântara (PSDB).
As declarações do TSE mostram que a empresa de engenharia apoiou candida tos do PT, PFL, PSDB, PTB, PMDB, PDT, PV e PPS. As contribuições de campanha aconteceram nos estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Ceará e Pernambuco.
Na Bahia, estado em que a GDK tem sede, o comitê financeiro do PT recebeu R$ 225 mil em verbas. O site do TSE não especifica se o dinheiro foi usado para campanha do governo estadual. A campanha de Paulo Souto (PFL-BA), governador da Bahia, recebeu R$ 100 mil da empresa. Ainda no nordeste, Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) contou com R$ 60 mil da empresa de engenharia.
As eleições para o legislativo também foram contempladas. A candidatura de Marco Maciel (PFL-PE) recebeu R$ 100 mil. Na Câmara, José Roberto Batochio (PDT-SP), Leur Antonio de Britto Lomanto (PMDB-BA), Joaquim Francisco (PTB-PE) e José Levi (PV-SP) receberam em doações R$ 50 mil, R$ 40 mil e R$ 10 mil respectivamente.