Título: Cubanos produzem no Brasil
Autor: Bruno Rosa
Fonte: Jornal do Brasil, 07/08/2005, Economia & Negócios, p. A20

Na tabacaria Doce Tabaco, no Shopping Nova América, os brasileiros estão na frente. As marcas Dona Flor (R$ 14,90) e Alonso (R$ 12,90) são as mais procuradas pelo consumidor. A Dona Flor é fabricada na Bahia por uma família de cubanos.

- Não vendemos charutos cubanos, somente por encomenda, mas a procura não é grande. Nos fins de semana, a loja chega a vender mais charutos do que artigos para presentes - diz André Luiz Baraúna Costa, funcionário da loja.

Wanderlei Costa, subgerente da Trinidad Tabacaria, no Shopping Rio Sul, endossa as declarações de André. Para ele, os charutos brasileiros são mais vendidos porque houve melhora sensível na qualidade, com aperfeiçoamento do padrão de elaboração e, o mais importante, a fabricação nacional permite preços mais baixos. A venda aumentou 20% em relação à venda dos cubanos.

As diferenças nos preços são perceptíveis no bolso do consumidor. Uma caixa com cinco unidades da marca cubana Monte Cristo número 4 sai a R$ 225. Já a marca Alonso Menéndez número 20 com o mesmo número de itens sai a R$ 52.

- O público consumidor de charutos cubanos e dominicanos compra hoje os charutos brasileiros. A diferença entre os dois charutos é que o cubano é um pouco mais encorpado que o nacional. Isso se deve ao solo de cada região. O charuto brasileiro atualmente é o segundo melhor, segundo dizem os especialistas - ressalta Wanderlei.

Os charutos são cada vez mais importantes para o faturamento das tabacarias. Na Trinidad, o fumo representa cerca de 15% do faturamento.

- Uma boa dica para o Dia dos Pais são os modelos com 25 unidades nacionais que vêm em caixa de madeira, ótimo para presente - aconselha Wanderlei.