Título: Petróleo chega a US$ 66
Autor: Ricardo Rego Monteiro
Fonte: Jornal do Brasil, 12/08/2005, Economia & Negócios, p. A20
O preço do petróleo registrou novo recorde ontem, ao atingir, durante o pregão, o patamar de US$ 66, o maior desde que os contratos do produto começaram a ser negociados na Bolsa de Futuros de Nova York, em 1983. A queda de 2,1 milhões de barris no estoque de gasolina nos Estados Unidos, apresentada no relatório semanal de estoques do Departamento de Energia dos EUA, divulgado quinta-feira, afetou a confiança dos investidores. As cotações também foram afetadas pela Agência Internacional de Energia, que informou ontem que a produção dos países de fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deverá ficar abaixo do esperado. O barril do petróleo cru para entrega em setembro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, fechou em alta de 1,45%, cotado a US$ 65,84. Em Londres, o barril do Brent encerrou a quinta-feira cotado a US$ 65, em alta de US$ 1,39, depois de ter chegado a US$ 65,66.
Nas últimas três semanas, o preço do barril negociado em Nova York já acumula alta de 14%. Os motivos são vários, desde a preocupação dos investidores quanto à capacidade de produção das refinarias americanas às tensões no Oriente Médio causadas pelo programa nuclear do Irã.
A possibilidade de que novos furacões atinjam e afetem a produção das refinarias no Golfo do México, causando interrupções no suprimento de combustível para os EUA, também preocupa. Além disso, há o temor de atentados contra representações diplomáticas dos Estados Unidos em cidades da Arábia Saudita. Com a morte do rei Fahd e sua sucessão pelo rei Abdullah, os investidores temem que a situação da segurança no país do Oriente Médio permaneça instável.