Título: Em cinco anos, US$ 56 bi
Autor: Ricardo Rego Monteiro
Fonte: Jornal do Brasil, 20/08/2005, Economia & Negócios, p. A19

Estatal eleva previsão de investimento

A Petrobras aumentou em US$ 2,8 bilhões o total dos desembolsos previstos em seu planejamento estratégico para dar conta dos investimentos do período 2005-2010. Ontem, a diretoria da empresa aprovou, junto com os nove representantes do Conselho de Administração, o seu novo plano de negócios. Ao todo, a empresa investirá US$ 56,4 bilhões até 2010, uma média de US$ 11,3 bilhões por ano, dos quais 87% (US$ 49,3 bilhões) no Brasil e 13% (US$ 7,1 bilhões) no exterior. Do total previsto para a área internacional, 82% dos recursos serão destinados às três áreas foco da companhia: América Latina, Oeste da África e Golfo do México. Com isso, a companhia espera alcançar, em 2010, a produção no Brasil de 2,86 milhões de barris de petróleo e gás natural em barris equivalentes (BOE).

Segundo nota divulgada pela companhia, haverá um aumento para 91% da utilização do petróleo nacional na carga processada, o que garantirá a auto-suficiência já no ano que vem. A expectativa é de que a produção total da Petrobras no Brasil e no exterior chegue em 2010 a 3,405 milhão de barris diários. Ainda segundo a nota da companhia, a previsão é de geração de 419 mil empregos, dos quais 160 mil diretos.

Embora nos últimos anos a companhia não tenha repassado para os preços dos combustíveis as variações das cotações do barril de petróleo no mercado internacional, o plano de negócios reafirma o compromisso da empresa com uma política de preços alinhada ao mercado internacional. A previsão é de uma geração própria de caixa de US$ 58,9 bilhões no período, suficiente, segundo a diretoria, para financiar os investimentos previstos. Também estão previstas captações no mercado financeiro de US$ 12,2 bilhões, além da amortização de dívidas de US$ 14,7 bilhões. Segundo o comunicado, a empresa continuará com a política de redução e alongamento da dívida.

¿A revisão do plano incorpora de forma realista os aumentos nos custos oriundos principalmente do aumento do preço do petróleo no mercado internacional, de US$ 29 (média do Brent em 2003) (...) para um patamar de US$ 52,50 de média projetada para 2005¿, afirma a empresa no comunicado. (R.R.M)