Título: Petrobras reduz risco de 'efeito Katrina'
Autor: Ricardo Rego Monteiro
Fonte: Jornal do Brasil, 03/09/2005, Economia & Negócios, p. A17
Na semana em que o furacão Katrina destruiu plataformas e refinarias nos Estados Unidos, e afetou ainda mais o já turbulento mercado internacional do petróleo, a Petrobras anunciou o recorde no refino de petróleo do país. Ao anunciar ontem a marca de 1,828 milhão de barris por dia processados em agosto, o equivalente ao consumo nacional de derivados, o diretor de Abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa, confirmou que o petróleo nacional respondeu por 80% da carga refinada. Ele também lembrou que o resultado confere maior segurança ao abastecimento, no momento em que o Katrina reduziu a capacidade mundial de refino. Embora tenha confirmado que a tragédia de Nova Orleans deva contribuir para a manutenção dos preços internacionais do petróleo no atual patamar entre US$ 60 e US$ 70, Costa disse que a Petrobras não reajustará agora os preços da gasolina e do diesel no Brasil. Ele afirmou que, de qualquer maneira, a companhia continua a monitorar a trajetória dos preços internacionais do barril para encontrar o melhor momento para isso.
- Não há um reajuste previsto para o curto prazo, mas em algum momento isso certamente terá que ser feito. Não cabe a mim, porém, anunciar o reajuste, mas ao presidente da companhia - disse Costa.
O recorde da Petrobras foi alcançado justamente no momento em que algumas refinarias da companhia encontram-se paradas para manutenção. O resultado tornou-se possível em virtude do processamento de 98% da carga total. O diretor da Petrobras atribuiu o resultado, no entanto, não só ao desempenho do parque refinador da Petrobras, mas também de toda cadeia de produção e logística da empresa.
- Esse foi um resultado histórico, que mostra o bom desempenho das áreas de produção, refino e logística, que atuaram de forma integrada - afirmou o diretor da Petrobras.