Título: O desenrolar das denúncias do ¿mensalinho¿ envolvendo o presidente da Câmara
Autor: Renata Moura
Fonte: Jornal do Brasil, 09/09/2005, País, p. A3
Acusação O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), é acusado de ter cobrado uma mesada de Sebastião Buani para renovar o contrato de um dos restaurantes da Câmara.
Notas
Na primeira nota, divulgada na sexta-feira, Severino negou a acusação: ¿A administração da Casa é transparente, não tem nada a esconder¿. Na segunda nota, divulgada na segunda-feira, ele negou ter assinado o documento que concede a exploração do restaurante por cinco anos. ¿O sr. Buani está cansado de saber que os contratos são renovados anualmente e que o mandato dos membros da Mesa é de apenas dois anos. Como poderia eu assegurar-lhe cinco anos de concessão, sem licitação?¿, negou Severino.
O documento
Na quinta-feira a revista Veja divulgou, em seu site, um documento assinado por Severino Cavalcanti que informa que a concessão seria prorrogada até 24 de janeiro de 2005.
x-funcionário
Em depoimento à Polícia Federal, o ex-gerente do restaurante, Izeilton Carvalho, confirmou o pagamento de propina, mas não apresentou provas.
Buani confirma
Sebastião Buani concedeu, ontem, entrevista em que confirmou pagamento de propina a Severino. Entre as provas da propina, o empresário citou um cheque descontado pelo motorista de Severino.
Caso Severino renuncie
Assume temporariamente o primeiro vice-presidente, José Thomaz Nonô (PFL-AL), que tem prazo de cinco sessões para convocar novas eleições
Pedido de cassação por parlamentar
Se um parlamentar fizer o pedido de abertura do processo de cassação, o requerimento é enviado à Corregedoria da Câmara que apresenta um relatório à Mesa Diretora da Casa, presidida por Severino. Esta decide se manda o processo para Conselho de Ética.
Se um partido pedir a cassação
O pedido de cassação feito por um partido é encaminhado ao Conselho de Ética que tem 90 dias para votar o parecer.