Título: Oposição critica métodos do governo
Autor: Sérgio Pardellas
Fonte: Jornal do Brasil, 29/09/2005, País, p. A4

Professor Luizinho (PT-SP), com o mandato em risco, posava sorridente ao lado do presidente eleito. José Janene (PP-PR) e João Paulo Cunha (PT-SP), também denunciados de envolvimento no mensalão, desfilavam sorridentes pelo plenário. A oposição, no entanto, promete cobrar a punição dos envolvidos no mensalão. Ex-líder do PSDB na Casa, Jutahy Junior (BA), desconfia dos acertos que deram a vitória a Aldo Rebelo (PCdoB-SP). ¿ O Aldo não, pois é um homem sério. Mas muitos de seus emissários prometeram imunidade aos cassáveis em troca de votos ¿ denunciou.

O deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS) lembrou que durante o período do suposto mensalão (2003-2004), Aldo foi líder do governo e, posteriormente, ministro da Coordenação Política.

¿ O forno para pizza acendeu ¿ resumiu o pefelista.

Disposto a mostrar o tom de conciliação, Aldo discursou na cadeira de presidente e chamou o candidato derrotado José Thomaz Nonô (PFL-AL) para sentar-se à Mesa Diretora. Os integrantes da oposição, no entanto, mantiveram os questionamentos aos métodos utilizados pelo governo.

O líder do PSDB na Câmara, Alberto Goldman (SP) também atacou o apoio dos deputados envolvidos com as denúncias do mensalão.

¿ A diferença entre o Aldo e o Nonô é menor do que o número de deputados sujeitos a cassação ¿ disse.

Em resposta, o deputado José Dirceu (PT-SP), um dos cassáveis, disse que Goldman é um ¿mau perdedor¿:

¿ Assim ele ofende a Casa e mostra que é um mau perdedor. Ele tem um passado stalinista e antidemocrático.

Nonô também criticou as negociações do governo.

¿ O governo jogou o que tinha e o que não tinha. Vamos ver o que amanhã? ¿ atacou.

João Paulo Cunha afirmou que os processos continuarão independente de quem for o escolhido. Mas, o governo comemorou muito a vitória prevendo tempos mais tranqüilos no relacionamento com os deputados.

¿ Sem dúvida essa vitória contribui para uma maior tranqüilidade na Câmara. Agora, dizer que é uma nova era para o governo seria um exagero ¿ declarou o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Com agências