Título: PDT aumenta bancadas
Autor: Renata Moura
Fonte: Jornal do Brasil, 01/10/2005, País, p. A3
O PSDB preferiu não permitir o inchaço e escolheu a dedo os novos filiados. Na Câmara, apenas filiou o cearense Marcelo Teixeira, que deixou o PMDB. Em contrapartida, conseguiu a adesão de dois líderes regionais importantes: o ex-governador do Tocantins, Siqueira Campos e o governador de Roraima, Otomar Pinto. Até a noite de ontem, os partidos corriam contra o relógio para ampliar seus quadros visando as eleições do próximo ano. O PDT conseguiu filiar um senador e três deputados. O PFL, o PPS e o PTB tiveram o reforço de cinco deputados.
O tamanho de cada bancada é levado em conta na distribuição dos cargos da Mesa Diretora e de vagas nas comissões permanentes da Câmara. De acordo com o regimento interno da Casa, o critério para a composição da Mesa é, ''tanto quanto possível'', a representação proporcional dos partidos ou blocos parlamentares.
No Senado, uma vitória dom PCdoB. Antes sem representação, a legenda do recém-eleito presidente da Câmara, Aldo Rebelo (SP), conquistou a adesão do ex-peemedebista senador Leomar Quintanilha (TO), que já foi da Arena, braço político do regime militar.
Na Casa, outra derrota para o PT. Ex-ministro da Educação de Lula, Cristovam Buarque (DF) filiou-se ao PDT abandonando a bandeira petista.
Um dos principais motivadores das mudanças entre legendas é a chamada ''cláusula de barreira''. A regra é rígida e obriga, a partir das próximas eleições, os partidos a atingirem no mínimo 5% dos votos apurados, distribuídos em pelo menos um terço dos Estados, com um mínimo de 2% do total de cada um deles.
As agremiações que não superarem a meta saem prejudicadas. Além de perder cargos no Congresso Nacional, perdem direito aos repasses do fundo partidário e ficam com o tempo de propaganda gratuita na televisão reduzido.