Título: Floresta quer auditoria na obra da sede
Autor: Helena Mader
Fonte: Jornal do Brasil, 09/11/2004, Brasília, p. D2

Revelações de reportagem do JB sobre custos finais da futura Câmara Legislativa surpreendem e irritam deputados

O deputado distrital Chico Floresta (PT) garantiu ontem que vai pedir que a Câmara Legislativa solicite uma auditoria ''externa e independente'' para analisar os gastos e planejamentos da obra da nova sede da instituição. Os distritais da oposição reagiram com surpresa e indignação à reportagem publicada domingo no Jornal do Brasil, que revelou, com exclusividade, o teor de um parecer da Procuradoria Geral da Câmara Legislativa, que aponta irregularidades na construção da nova sede da instituição.

O documento indica que a obra foi ''iniciada sem o mínimo planejamento'' e que os gastos finais do empreendimento podem ficar 200% acima do valor inicialmente previsto.

- É preciso realizar uma auditoria antes de rescindir o contrato com a Novacap. Não podemos correr o risco de ter mais um esqueleto parado na cidade - explica Chico Floresta.

Para o deputado Augusto Carvalho (PPS), a mesa diretora da Câmara Legislativa deveria solicitar uma audiência com o procurador responsável pelo parecer para aprofundar a discussão.

- O parecer é contundente e coloca sob suspeição a parceria com a Novacap. É preciso identificar todas as irregularidades para dar continuidade às obras - justifica Augusto.

A distrital Érika Kokay (PT) garante que era contra a mudança da sede da Câmara Legislativa e que vai exigir maior transparência dos responsáveis pela execução da obra.

- É preciso que esse contrato seja suspenso e que a Câmara reveja os gastos com essa construção monumental. A sociedade tem outras prioridades, não devíamos gastar tanto com essa obra - lamenta a deputada.

O distrital Chico Vigilante defende que a comissão formada para acompanhar a construção da nova sede seja mais atuante.

- A obra é importante para deixar a população mais próxima do legislativo local. É preciso que haja mais atenção porque os recursos empregados são do povo e não dos deputados - justifica Chico Vigilante.