Título: Estreante, Natura comemora 3º lugar
Autor: Bruno Rosa
Fonte: Jornal do Brasil, 09/10/2005, Economia & Negócios, p. A20

Depois de lançar ações na Bolsa de Valores de São Paulo em maio do ano passado, a Natura comemora mais que a rentabilidade de seus papéis. A gigante de cosméticos ficou em terceiro lugar entre as empresas de capital aberto mais votadas para receber o Prêmio Mauá.

No ano em que brindou seu 35º aniversário, a empresa lançou ações no seleto grupo Novo Mercado da Bovespa, no qual participam apenas companhias com bom nível de governança corporativa e transparência. As ações valorizaram 107%, uma das maiores rentabilidades do mercado.

- As ações passaram de R$ 36,50 para R$ 74,70 em dezembro do ano passado. A demanda foi acima da expectativa. E três meses depois de estrearmos na Bolsa, a empresa pagou R$ 1 de dividendo por ação. É uma honra estar entre os finalistas - explica Helmut Bossert, responsável pela Relação com Investidores da Natura.

Assim, a receita da companhia chegou a R$ 2,5 bilhões, crescimento de 33% em relação ao ano anterior. O lucro líquido, de R$ 300,3 milhões, representou 17% da receita líquida. As operações na América Latina também evoluíram de forma consistente, com crescimento, em dólares, de 52% no ano, chegando nos principais países da Europa, um dos mercados mais cobiçados. Uma das razões para essa vitalidade foi o aumento de 15,6% no número de consultoras independentes, atingindo-se o total de 407 mil pessoas no Brasil e 26 mil no exterior.

Um dos principais fatores a impulsionar as vendas foi o investimento de R$ 47,4 milhões em pesquisa e desenvolvimento. Em 2004, 63% da receita foram provenientes de produtos lançados ou reformulados nos dois anos anteriores. Em 2003, esse índice havia sido de 48,8%. O número de lançamentos cresceu de 117 em 2003 para 182.

- É importante destacar a preocupação da companhia no desenvolvimento sustentável. Fazemos ações pró-ativas e não filantrópicas - endossa Bossert. (B.R.)