Título: 'Sim' lança nova cartilha
Autor: Maria Luiza Filgueiras
Fonte: Jornal do Brasil, 20/10/2005, Rio, p. A13

Distribuição acontece até a véspera da eleição

Do outro lado da crise no setor de varejo estão os números divulgados pela campanha do Sim. Ontem à tarde, na Igreja da Candelária, no Centro, foi lançada a Cartilha do Desarmamento, que é a mais nova investida da frente parlamentar que defende a proibição da venda de armas no Brasil. O deputado estadual Carlos Minc (PT) espera distribuir, até o dia do referendo, cerca de 15 mil cartilhas. Ontem, cinqüenta simpatizantes do Sim conseguiram atingir mil pedestres com a cartilha. E, de acordo com Minc, foi obtido um dado curioso: - Deu para sentir um certo voto de protesto nas pessoas que declaravam o Não. Algumas das pessoas que votam Não dizem que é por causa do Lula e da Rosinha - disse: - Mas, no geral, percebemos falta de informação tanto no Sim quanto no Não. Alguns diziam que votavam Sim para ninguém ter porte e o referendo não determina isto. Outros, que votavam Não para desarmar os bandidos. O voto contra a proibição não significa desarmar bandidos.

A cartilha com informações sobre o voto pode ser encontrada no comitê do Sim, na Rua Santa Luzia 651/12º andar, no Centro, ou no site http://www.referendosim.com.br.

A indústria, por outro lado, pode não sair tão prejudicada quanto o varejo no caso da vitória do Sim, já que grande parte da produção é destinada à exportação. Em 2003, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) divulgados pelo Movimento Viva Rio, foram exportados US$ 94 milhões em armas de pequeno porte. A Forjas Taurus, uma das principais indústrias de arma do País, obteve em vendas líquidas R$ 117,83 milhões em 2003, sendo que apenas 17% disso corresponde a vendas para o mercado civil; 9% para o poder público e 74% exportação.

No ano passado, 23% das vendas líquidas foram para o mercado civil. Já na CBC, única produtora brasileira de munição de uso civil, as vendas líquidas em 2003 somaram R$ 163,24 milhões, com uma participação mais significativa no mercado civil.

Com Gustavo de Almeida