Título: Estimativa de câncer aumenta para 2006
Autor: Claudia Bojunga
Fonte: Jornal do Brasil, 24/11/2005, Internacional, p. A12
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou ontem um relatório com as estimativas de câncer no Brasil para o ano de 2006, que será usado como base para planejar ações de prevenção e controle da doença no país. Segundo o documento, serão 472 mil novos casos, cerca de 5 mil a mais do que a previsão para 2005. O tipo mais incidente será o câncer de pele não melanoma, que vai atingir 116 mil. Este é muito menos agressivo e mortal do que o melanoma.
O aumento pode ser relacionado a um nível mais alto da expectativa de vida da população, segundo explicou ao JB Marceli Santos, técnica da divisão de informação da coordenação de prevenção e vigilância do Inca.
- Essa é uma tendência mundial que ocorre nos Estados Unidos, Canadá e Europa. O indivíduo fica mais tempo exposto a fatores externos que contribuem para o tumor - afirma Marceli.
Em segundo lugar está o câncer de mama com 49 mil casos, seguido do câncer de próstata, que deve atingir 47 mil homens.
- O câncer de próstata é chamado de câncer da terceira idade, porque incide principalmente em homens de 60 a 65 anos.
Isto pode ser observado regionalmente, no Sudeste, por exemplo, estima-se que aparecerão 249.750 novos casos de câncer, enquanto no Norte o total é de 17.270.
Em quarto lugar aparece o câncer de pulmão (27 mil), depois cólon e reto (25 mil), de estômago (23 mil) e de colo do útero (19 mil).
A expectativa para este último é menor no Sudeste Sudeste. Esta é a única região em que não ocupa o segundo lugar na estimativa.
- Em uma sociedade mais desenvolvida, geralmente há mais acesso à informação. O câncer do colo do útero tem altos índices de cura quando detectado oportunamente - afirma Gulnar Mendonça, coordenadora da coordenação de prevenção e vigilância do Inca.