Título: Serviços puxam criação de vagas
Autor: Mariana Carneiro
Fonte: Jornal do Brasil, 30/11/2005, Economia & Negócios, p. A17
O setor de serviços não-financeiros foi o segmento que mais empregou no período de 1998 a 2003, de acordo com a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a PAS, a taxa de crescimento das pessoas ocupadas no setor, neste período, foi de 28,4%, enquanto a taxa de crescimento da população economicamente ativa, estimada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), ficou em 14,2% no período.
Para Juliana Vasconcellos, da Coordenação de Serviço e Comércio do IBGE, o crescimento se justifica pela absorção da mão-de-obra proveniente dos setores agrícola e industrial pelo setor de serviços.
- Isso está acontecendo em função da reestruturação produtiva, por intermédio da terceirização e pela incorporação recente de atividades de serviços à fabricação de bens - analisou Juliana, acrescentando que o setor respondeu por 53% do PIB do país, em 2003.
Dos sete setores pesquisados pela PAS, o segmento de serviços prestados às empresas foi o que mais empregou, sendo responsável por 33,1% dos postos ocupados.
Em seguida, aparecem os serviços prestados às famílias, com 25,5%, e o setor de transportes, que gerou 21,8% dos postos de trabalho.
Apesar do crescimento das taxas de ocupação, a pesquisa mostra que houve queda na receita operacional líquida do setor de serviços pela primeira vez desde o início da pesquisa, em 1998. De acordo com a PAS, o segmento registrou, em 2003, queda de 4,2% na receita operacional líquida real (R$ 326,6 bi) frente a 2002 (R$ 340,6 bilhões). O segmento que mais contribuiu para a redução da receita foi o de serviços de informação (-1,3%).
Entre os segmentos que obtiveram maior receita operacional líquida está o de serviços de informação, que foi responsável por 30,7% (R$ 100,3 bi) da receita total. O setor de transporte também teve bom desempenho, com 29,9% do total.