Título: A história se repete nas convocações
Autor:
Fonte: Jornal do Brasil, 08/12/2005, País, p. A4
Alguém duvida que o Executivo convocará o Legislativo em janeiro? Todo fim de ano é a mesma coisa. O comando da Casa diz ser contra e que, se preciso, usará o expediente da autoconvocação. Aí, vem a pressão dos partidos e o Planalto, se desejar ver o Congresso funcionando nas férias, faz o chamado a um custo de R$ 50 milhões. Todos ficam contentes, pois recebem dois salários a mais por 30 dias de labuta.
A tendência entre as bancadas se repete agora. Dizem que é necessário quórum nas CPIs dos Correios e dos Bingos, além do Conselho de Ética. Acrescentam que poderiam ser votados projetos importantes no período.
O saldo, entretanto, desse tipo de ação, é desolador. A maioria das propostas não são aprovadas e ficam para apreciação depois do carnaval. Foi o que ocorreu, por exemplo, em janeiro de 2004, quando o Parlamento foi convocado para concluir a reforma da Previdência. A tentativa falhou e o projeto demorou mais de um ano para ser votado.
Gelada O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) anda desanimado com o andamento da CPI dos Correios. Acha que a investigação está esfriando, sem apontar um rumo claro. ''Isso pode levar a um descrédito diante da opinião pública''.
Questão de gosto José Serra pode estar em vantagem sobre Geraldo Alckmin na preferência interna do PSDB para ser o candidato a presidente. Mas, no meio privado, o governador ainda é de longe o mais cotado.
Aplainar o caminho Mas Serra não está parado e fez um movimento que não passou despercebido neste ano. Tirou todas as contas do funcionalismo do Banco Santander, Nossa Caixa e Banco do Brasil, e colocou no Itaú.