Correio Braziliense, n. 22513, 06/11/2024. Política, p. 2
Alcolumbre a caminho da Presidência do Senado
Camila Curado
Victor Correia
O Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), declarou, ontem, apoio a Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para sucedê-lo no comando da Casa. O candidato também receberá o aval oficial do PT. O líder do partido no Senado, Beto Faro (PA), disse, também nesta terça-feira, que a legenda fechará com Alcolumbre. A eleição para a Mesa Diretora ocorrerá em fevereiro do ano que vem.
“Minha posição de apoio a Davi Alcolumbre é clara e conhecida. Ele teve sua continuidade na presidência interrompida em 2021 devido a uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que interpretou que a reeleição não seria permitida sem mudança de legislatura”, declarou Pacheco, ressaltando que a decisão é pessoal. O partido dele deve tomar uma posição sobre o assunto na semana que vem.
Já Beto Faro, embora tenha indicado a posição oficial do partido, informou que a bancada ainda se reunirá, na próxima semana, para formalizar o anúncio. “Avançamos muito e vamos conversar na semana que vem para bater o martelo”, disse.
Outros partidos já tinham se posicionado a favor de Alcolumbre: além do União Brasil, PP, PSB, PL e PDT. O PL anunciou na semana passada, na presença do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os argumentos da sigla foram expostos pelo senador Rogério Marinho (PL-RN). Segundo ele, a prioridade é eleger um candidato que tenha “respeito a proporcionalidade, à ocupação das comissões permanentes, que vão nos permitir trabalhar pautas importantes”, frisou, acrescentando que isso não foi feito por Pacheco em sua gestão.
Com as intenções de votos em Alcolumbre, o PL abriu mão da candidatura do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), lançada na semana passada.
Câmara
Na Câmara, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), candidato do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), avança na preferência dos partidos.
Ontem, PSB e PDT oficializaram apoio ao candidato. Ele tem agora o aval de 10. O líder da bancada do PDT na Câmara, Afonso Motta (PDT-RS), admitiu que a preferência do partido era por Elmar Nascimento (União Brasil-BA), mas mudou recentemente. “Com a desistência do Elmar Nascimento, manifestada a nós com reconhecimento, nós hoje (ontem) reunimos a bancada, que já tinha um senti mento de acompanhar Arthur Lira, e decidimos por unanimidade o apoio a Hugo Motta”, explicou.
A possível desistência de Elmar tem sido comentada nos bastidores da Câmara, mas a assessoria do deputado não confirmou a informação.
Na sede do PSB, em Brasília, Motta se reuniu com deputados federais, como Tabata Amaral (SP) e Gervásio Maia (PB), e o prefeito do Recife, vice-presidente da legenda, João Campos, escolhido pelo presidente, Carlos Siqueira (PE), para representá-lo.
Nos discursos dos integrantes do partido, a idade de Motta, de 35 anos, foi mencionada como um fator relevante no apoio à candidatura dele. A legenda tem parlamentares jovens, como Tabata Amaral e João Campos, ambos com 30 anos. A deputada citou a “importância em se ter um jovem” para “dar uma arejada na política” brasileira.
“Foi uma posição unânime do partido. Estamos com Hugo não só por gostar dele, mas porque ele representa o melhor caminho”, acrescentou João Campos.
Avante, Cidadania, Solidariedade, PSol, PSD e o União Brasil ainda não se pronunciaram oficialmente.
Outro postulante, Antonio Brito (PSD-BA), reforçou, ontem, a jornalistas, que sua candidatura está mantida.
Outros candidatos
O PSD tem postulantes ao cargo. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) pretende se candidatar. O líder da bancada, Otto Alencar (BA), também tem colocado seu nome na discussão.