Título: Pesquisas fortalecem Kadima
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Fonte: Jornal do Brasil, 07/01/2006, Internacional, p. A7
Duas pesquisas de opinião publicadas ontem sugeriram que os eleitores israelenses manteriam, nas eleições de março, o apoio ao Kadima, partido de centro criado por Ariel Sharon, em novembro de 2005, mesmo sem o líder.
Uma pesquisa conduzida pelo jornal israelense Ha'aretz e o canal de tevê Channel 10 mostrou que, se a eleição fosse hoje, o Kadima ganharia 42 das 120 cadeiras no Knesset (o Parlamento israelense), se liderado pelo ex-primeiro-ministro Shimon Peres, que abandonou o partido Trabalhista para se juntar a Sharon.
Seria a maior vitória entre os possíveis líderes para dirigir o novo partido. O número de cadeiras é o mesmo apontado em previsões anteriores, quando Sharon estava em boas condições de saúde. No entanto, segundo analistas, é improvável que Peres seja escolhido para a direção do Kadima.
Já se o partido fosse liderado pelo primeiro-ministro interino, Ehud Olmert, ganharia 40 cadeiras, segundo a pesquisa, que entrevistou 650 eleitores. No caso de ser dirigido pelo ministro da Justiça, Tzipi Livni, seriam 38 membros no Parlamento.
Os entrevistados colocaram o Kadima bem à frente do direitista Likud, ex-partido de Sharon, e do Trabalhista, de esquerda. Se Olmert fosse o candidato do centro, o trabalhismo ganharia 18 cadeiras, enquanto a direita apenas 13.
Uma outra pesquisa, publicada pelo jornal israelense Yediot Aharonot, que consultou 500 pessoas, revelou resultados parecidos. Mostrou que o Kadima receberia 42 cadeiras se liderado por Peres, 39 se o dirigente fosse Olmert, e 36 se Livni estivesse à frente do partido.
Sharon anunciou em novembro sua saída do Likud - partido que ajudou a fundar, em 1973 - para criar o Kadima, alegando que, na direita, era ''impossível levar Israel a alcançar suas metas''.
Opositores no Likud foram contra o plano de retirada dos colonos judeus da Faixa de Gaza e de áreas da Cisjordânia, depois de 38 anos de ocupação, proposto e executado por Sharon.