Título: Mais de 30 mil disputam 30 vagas na Câmara
Autor: Eruza Rodrigues
Fonte: Jornal do Brasil, 16/01/2006, Brasília, p. D3

Cespe reconhece que é o mais concorrido concurso da capital

Apesar da disputa ser acirrada, o sonho de ser funcionário público no Distrito Federal continua em alta. O concurso da Câmara Legislativa, promovido pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe), atraiu 31.224 candidatos, dos quais 15.887 concorrem a uma das 10 vagas para técnico legislativo e 15.337 estão na disputa por uma das 20 vagas de policial legislativo. Os dois cargos são de nível médio. As provas foram aplicadas ontem em 11 locais diferentes e o índice de de abstenção geral ficou em 22,9%. O gabarito preliminar sairá amanhã, às 17h, na página do Cespe: www.cespe.unb.br. Após a divulgação, os candidatos terão dois dias para entrar com recursos. O resultado final estará disponível na internet nos dias 3 e 6 de fevereiro, para técnico e policial legislativo, respectivamente.

- É o concurso mais concorrido que o Cespe fez. Para técnico legislativo, por exemplo, são 1.588 candidatos por vaga. Dos 21.315 inscritos, 5.428 faltaram, o que equivale a 25,47% de abstenção - informou o diretor-geral do Cespe, Mauro Rabelo.

Segundo Rabelo, o número de faltosos está dentro da normalidade de um processo seletivo. Para impedir fraudes e garantir a isonomia dos candidatos, o diretor garantiu que o Cespe adotou normas de segurança no processo seletivo, entre elas a utilização de um software que faz o embaralhamento automático dos itens da prova.

Provas - Está proibido o uso de celular, boné, óculos de sol, e outros meios eletrônicos. O Cespe, nesta seleção, forneceu ainda a caneta para cada concorrente e impediu o uso de lápis e borracha na prova. Os cadernos de prova também são personalizados .

- Um caderno não pode sumir porque fazemos a quantidade exata. Isso serve de controle interno. Alem disso, temos um delegado em cada local de prova e uma equipe para fazer o rastreamento de sinais.

O salário de R$ 5.579,72 para o trabalho de 40 horas semanais e a garantia de estabilidade chamaram a atenção dos concurseiros. É o caso do analistas de sistemas Rodrigo Silveira Carneiro, de 32 anosm que disputa uma vaga de policial legislativo. Ele estudou quatro horas por dia e está estudando há oito mesmo para passar nas provas.

- O mercado de trabalho na minha área exige qualificação profissional e atualização constante. O concurso para mim é sinônimo de estabilidade - justificou Carneiro.

O estudante de Direito, Rogério Fedrigo, 29 anos, também está de olho nos benefícios do serviço público e não se assusta com a concorrência:

- Estudei o suficiente e se conseguir passar, terei um salário bom. Muita gente faz e não está preparada.