Título: 'Eterno herói' substitui tema fúnebre
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Fonte: Jornal do Brasil, 12/01/2006, Internacional, p. A7
O corpo do general Bacellar, de 57 anos, desembarcou ontem na Base Aérea do Galeão, vindo de Brasília, e foi recepcionado pela Brigada Pára-Quedista do Exército. Depois seguiu escoltado por batedores até o Cemitério Memorial do Carmo, no bairro do Caju, onde houve salva de tiros de fuzil e de canhão. A esposa, Maria Ignez, e os filhos de Bacellar acompanharam o cortejo, e pediram que a marcha fúnebre fosse substituída pela canção ¿Eterno Herói¿, hino dos páraquedistas.
Na terça-feira, o corpo do general Bacellar havia sido recepcionado com honras militares em Brasília. Durante as homenagens ao chefe da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), o comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, afirmou que o a morte do comandante estimulou o governo brasileiro a manter seus soldados no Haiti:
¿ Não tenho dúvida de que a missão continuará. Não nos abateremos. Nos sentimos fortalecidos agora. Somos guerreiros da paz ¿ declarou.
O comandante do Exército lamentou a morte trágica do general:
¿ Eu o mandei para lá. Era um excepcional profissional, o melhor. Foi analisado pela ONU, que reconheceu que ele tinha todas as condições. Se tivesse verificado alguma coisa, teria tomado uma providência ¿ disse Albuquerque, lamentando a morte do colega.
Albuquerque foi o único a discursar na homenagem póstuma, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente José Alencar e de ministros.