Título: Fatia estagnada
Autor: Rafael Rosas
Fonte: Jornal do Brasil, 18/01/2006, Economia & Negócios, p. A17
A pesquisa da Firjan revela ainda que o Índice de Produção Exportada (IFPE) do setor industrial se manteve estagnado em 24,5% no terceiro trimestre de 2005, na comparação com os três meses anteriores. O estudo determina a proporção da produção da indústria destinada ao mercado externo.
De acordo com Cristiano Prado, assessor adjunto de Pesquisas Econômicas da Firjan, os principais motivos para a estagnação são os altos patamares dos juros básicos no país e a expressiva queda do dólar ao longo de todo o último ano.
- Não podemos ignorar a influência do dólar sobre a decisão do industrial de exportar a sua produção - ressalta.
Para ele, no entanto, é importante lembrar que o patamar de 24,5% é o maior desde o início da série histórica, em 1996.
- A estagnação é normal depois de primeiro impulso que levou ao recorde.
Analisando-se os 23 ramos industriais pesquisados, nota-se que apenas 10 aumentaram o IFPE em relação ao segundo trimestre. Os principais avanços foram de Couros e Calçados, de 58% para 59,2%, e Veículos Automotores, de 29,7% para 30,8%. Com o resultado até setembro, este último setor entrou no grupo dos altos IFPEs, por exportar mais de 30% da produção.
As principais quedas no terceiro trimestre foram de Material Eletrônico e de Aparelhos e Equipamentos de Comunicação, que recuou de 15,9% para 14,3%, e de Artigos de Mobiliário, que passou de 20,6% para 19,9%.