Título: Os queridinhos dos executivos
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Fonte: Jornal do Brasil, 26/01/2006, Economia & Negócios, p. A18

Brasil, Rússia, Índia e China representam uma fatia crescente da economia mundial e são considerados como os territórios mais atraentes para investimentos. A informação consta de estudo da PricewaterhouseCoopers apresentado ontem, na abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Cerca de 71% dos 1.410 executivos de empresas entrevistados pela consultoria em 45 países disseram que suas companhias pretendem desenvolver atividades em pelo menos um destes quatro países - chamados por economistas de Bric.

Dentre os que olham para as quatro nações com interesse, 78% consideram a possibilidade de investir na China, enquanto 64% citaram a Índia, 48% têm interesse na Rússia e, na lanterna (46%), no Brasil.

- Os Bric têm uma influência muito mais importante do que imaginávamos - diz Jim O'Neil, analista de economia global do Goldman Sachs.

O banco de O'Neil elaborou outro estudo que leva em conta 13 parâmetros, como a inflação, os déficits públicos, as dívidas, a estabilidade política e a penetração da internet em cada país para um ranking de atratividade. Neste sentido, a China lidera entre os Bric, seguida de Rússia, Brasil e Índia.

Para O'Neil, estes países, especialmente o Brasil, ''não precisam fazer milagres econômicos, mas apenas evitar crises''.

O grande interesse nos líderes entre os emergentes deixou lotadas ontem as sessões sobre China e Índia em Davos.

Pelos corredores, é forte a constatação de que o aprofundamento da integração da China com a economia global deve modificar significativamente os negócios. As estimativas gerais do Fórum são de que a trajetória de crescimento anual da China, na casa dos 10% ao ano, deverá ser mantida, principalmente devido aos baixos custos de produção e às leis trabalhistas flexíveis.

Mas o vice-presidente do Congresso Popular Nacional da China, Cheng Siwei, foi mais moderado e anunciou que em março o governo chinês irá lançar um plano econômico para os próximos cinco anos, com meta de crescimento anual de 8%.

A Índia, por sua vez, deverá crescer 10% em três anos, de acordo com empresários locais. Segundo relatório da Deloitte, só em Tecnologia da Informação, o faturamento indiano saltou de US$ 8,2 bilhões para US$ 28,2 bi de 1999 a 2004.

Rosana Hessel, com agências