Título: Bênção do governador é disputada pelos pré-candidatos ao Palácio do Buriti
Autor: Luciana Navarro
Fonte: Jornal do Brasil, 05/02/2006, Brasília, p. D1

Além da demora do governador Joaquim Roriz (PMDB) em anunciar o cargo ao qual pretende concorrer nas eleições de outubro, o governador também não divulga o nome do candidato ao governo do Distrito Federal que terá seu apoio. Cinco aliados da base governista disputam a benção do peemedebista: a vice-governadora, Maria de Lourdes Abadia (PSDB), o deputado José Roberto Arruda, (PFL), o senador Paulo Octávio (PFL), o secretário da Agência de Desenvolvimento Urbano, Tadeu Filippelli (PMDB) e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Maurício Corrêa (PMDB). Apesar de não declarar o apoio a nenhum dos cinco pré-candidatos, Roriz não perde a chance de elogiar a vice-governadora nos discursos das cerimônias mais recentes. O governador tem dito, freqüentemente, que confia em Maria de Lourdes para assumir o seu lugar. Em solenidade realizada na quinta-feira, Roriz disse que deixa o governo ''com a consciência tranqüila nas mãos de uma pessoa que conhece os problemas de Brasília''.

Ao mesmo tempo em que elogia a vice-governadora, Roriz não é deixado de lado pelos demais pré-candidatos ao GDF. Na sessão solene pelos 50 anos de posse de Juscelino Kubitschek, no Senado, na quarta-feira, Roriz foi acompanhado por Maurício Corrêa, que segundo fontes do Buriti, será o escolhido do governador para sucedê-lo. O ex-ministro do STF não confirmou a escolha.

Filippelli também não assumiu que Corrêa receberá a benção do governador. Questionado sobre a possibilidade de concorrer ao Buriti sem o apoio de Roriz respondeu que tem um compromisso com o governador.

A decisão do governador não deve ser anunciada antes da votação final da verticalização no Congresso. Se a norma for derrubada, Roriz não dependerá das alianças feitas pelo PMDB em plano nacional para escolher quem pretende apoiar na corrida para o GDF. Sem a regra ele poderá apoiar qualquer um dos pré-candidatos de sua base. Com a manutenção da verticalização, ele teria de abençoar um candidato do PMDB já que o partido tenta uma aliança com o PT em nível federal e isso não seria possível no DF.