Título: Redes reduzem lojas
Autor: Bruno Rosa
Fonte: Jornal do Brasil, 04/02/2006, Economia & Negócios, p. A17
Do outro lado, as grandes redes têm buscado alternativas como a aquisição de companhias locais e investimento no conceito de espaços menores. Para competir com as mercearias, o Carrefour lançou, em São Paulo, o Carrefour Bairro. O espaço é compacto e foi desenvolvido seguindo a lógica da compra do cliente. Em apenas um ambiente, o cliente encontra itens para casa, decoração, limpeza, cama, mesa e banho, seguindo a lógica de uma lista de compras.
- Queremos uma loja que tenha vida e movimento. Vamos ter lançamentos, novas propostas, enfim, diferenciais para surpreender os clientes - diz Jean-Marc Pueyo, diretor-superintendente do grupo Carrefour no Brasil.
A Sendas, comprada pelo Pão de Açúcar há dois anos, possui vários formatos de lojas no Rio de Janeiro. Cerca de 20 espaços possuem menos de 300 metros quadrados, pouco para os padrões da rede. Para Omar Ferreira, diretor operacional da rede, essas pequenas lojas possuem uma grande proximidade com o cliente. Os preços são os mesmos das lojas maiores.
- As lojas menores têm uma boa rentabilidade. Até mesmo nesses pequenos espaços as compras são mensais e não semanais, já que entregamos em casa, o que agrada aos clientes. Abriremos uma pequena filial sempre que tivermos um bom espaço disponível - explica Ferreira.
Estima-se que existam mais de 10 mil mini-mercados, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em 2004, as quatro maiores redes do país detinham 40% do mercado. Em 2005, com a saída de um grupo do Brasil, a fatia se restringiu aos três grandes remanescentes - Carrefour, Pão de Açúcar e Wal-Mart).
- A saída para as grandes companhias é se aproximarem do consumidor. E o consumidor não tempo para fazer grandes compras - diz Antônio Cesar Carvalho, diretor da Acomp Consultoria e Treinamento. Ele lembra que a pesquisa Os 10 Melhores
Negócios com mais chances de Sucesso em 2005, feita pela consultoria, aponta os Pequenos Mercados e Mercearias de Conveniência como o segundo segmento com mais potencial de crescimento.