Título: Exportação resiste aos focos da doença
Autor: Fernando Nakagawa
Fonte: Jornal do Brasil, 10/02/2006, Economia & Negócios, p. A20

BRASÍLIA - Estudo do Ministério da Agricultura revela que o embargo de 56 países à carne brasileira após os casos de febre aftosa pouco afetou as exportações. Entre outubro de 2005 e janeiro de 2006, a venda de carne bovina cresceu 7,8% na comparação com igual período do ano anterior.

Para o ministério, frigoríficos souberam remanejar a produção, fazendo com que unidades em estados que estão fora do embargo ficassem responsáveis pela exportação.

A venda externa de carne dos três grupos - bovino, suíno e frango - aumentou 22,7% no período da pesquisa ante igual intervalo do ano anterior e passou de US$ 2,13 bilhões para US$ 2,62 bilhões. Por grupo, o incremento nas vendas foi liderado pelos frangos, que tiveram expansão de 46%, seguido por suínos (13%) e bovinos (7,8%).

- Nos três grupos foram registrados novos recordes de exportação. É claro que um embargo tem impacto nas exportações, mas nunca vendemos tanta carne. O que acontece é que poderíamos ter vendido mais - disse o diretor do Departamento de Promoção Internacional do Agronegócio do Ministério, Ricardo Cotta Ferreira.

Em janeiro, a balança comercial do agronegócio teve superávit de US$ 2,434 bilhões, recorde para os meses de janeiro e 10,7% a mais que o saldo registrado em igual período do ano passado.