Título: Varig vai perder consultora
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Fonte: Jornal do Brasil, 13/01/2005, Economia, p. A19
Trevisan não poderá fazer reestruturação
A Varig terá de contratar uma outra empresa de consultoria para acompanhar a elaboração de seu projeto de reestruturação. A Trevisan está impedida pelas normas brasileiras de participar do processo por já ser contratada como auditora da companhia.
De acordo com a deputada federal Yesa Crusius (PDSDB-RS), que preside a comissão parlamentar mista de defesa da Varig, a companhia precisa de um banco e de uma consultoria para levar adiante o processo de reestruturação. O nome do banco já está quase fechado: deverá ser mesmo o Unibanco. Segundo a deputada, o papel de consultoria precisa ser desempenhado por outra empresa.
Oficialmente, a Varig informa que ainda busca uma consultoria no mercado. A Trevisan confirmou que existe um impedimento para ela prestar consultoria em reestruturação para a Varig.
A empresa aérea deverá ganhar prazo maior para apresentar um plano de reestruturação ao governo federal. Crusius disse que o prazo inicial venceria dia 20.
- A direção da Varig se reuniu com o vice-presidente (e ministro da Defesa, José Alencar) semana passada. A companhia não está mais com a corda no pescoço - afirmou.
Segundo ela, o plano deverá reduzir a participação da Fundação Ruben Berta no capital da Varig e trazer novos investidores, principalmente estrangeiros, para a companhia.
Entre os possíveis investidores estrangeiros estaria o grupo hoteleiro português Pestana, que é dono de uma empresa de vôos fretados.
- Para que o plano dê certo, é preciso que o projeto da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) também seja aprovado. Os novos investidores precisam de regras claras e de segurança institucional para entrar no mercado brasileiro - afirmou Crusius.
Além da frente parlamentar, deve participar da discussão da reestruturação da Varig uma comissão de funcionários da companhia. Esses funcionários teriam elaborado inclusive o Presa (plano de reestruturação do setor aéreo).