Título: Prazo para compra de carro não foi alongado
Autor:
Fonte: Jornal do Brasil, 26/03/2008, Economia, p. B11
Média dos financiamentos em fevereiro foi de 19,8 meses; empréstimos somaram R$ 82,9 bi
Brasília
O prazo médio dos financiamentos para a compra de veículos - motivo de preocupações do ministro da Fazenda, Guido Mantega - não cresceu em fevereiro, mostram os dados do Banco Central (BC). No mês passado, essas operações tinham duração média de 19,8 meses, mesmo número de janeiro. Nos últimos 12 meses, o tempo desses contratos aumentou em 51 dias.
Segundo o BC, os empréstimos para a compra de veículos (que inclui automóveis) somavam R$ 82,9 bilhões no mês passado. O valor cresceu 0,3% na comparação com janeiro e apresentou expansão de 27,1% nos últimos 12 meses. A evolução é menor que o total do mercado de crédito, que cresceu 27,9% nesse mesmo período.
O crescimento inferior à média do mercado pode ser explicado, entretanto, pela forte expansão dos contratos de leasing. Nos últimos 12 meses, a carteira desse tipo de operação para pessoas físicas saltou 120,8%, para R$ 33,773 bilhões. O BC não discrimina a finalidade nem o prazo das operações, mas a maior parte dos recursos foi destinada à compra de veículos.
O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, atenua eventuais preocupações com a evolução do crédito para veículos. Para ele, não há nenhum sinal de descontrole e os números mostram que as operações com prazos elásticos são minoria no mercado. ¿Em um contrato longo, a depreciação do bem é expressiva. Isso deve fazer com que a taxa de juro seja mais elevada.¿
Ele observou, contudo, que o mercado tem recebido novos clientes, que estão estreando no segmento de crédito. Essas pessoas, diz ele, não têm histórico de pagamento para que os bancos possam calcular o risco potencial de inadimplência do cliente. ¿Por isso, temos de estar mais vigilantes para não incorrer em inadimplência.¿
Entre as demais linhas para as pessoas físicas, a que tem apresentado maior crescimento é o crédito imobiliário. Em fevereiro, a carteira somava R$ 44,502 bilhões, com expansão de 24,1% em 12 meses. No segmento com recursos livres - dinheiro sem origem na poupança -, a expansão é ainda maior, de 95,7%, para R$ 2,549 bilhões.
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