Título: Pressão sobre o Planalto
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Fonte: Jornal do Brasil, 19/01/2005, Brasília, p. D3
Bancada do DF tenta garantir o reajuste da polícia
O governo federal pretende avaliar detalhadamente a proposta de medida provisória enviada pelo governador Joaquim Roriz que prevê reajuste de 17% nos salários de 37 mil bombeiros e policiais civis e militares do Distrito Federal. O Ministério da Justiça pretende examinar uma possível repercussão da concessão do aumento nos outros estados, que poderiam começar a reivindicar reajustes na área de Segurança Pública. Para debater a proposta do GDF e acertar o discurso a ser apresentado ao governo federal, a bancada do DF no Congresso Nacional reuniu-se ontem à tarde, na biblioteca do Senado. Estiveram presentes os deputados federais José Roberto Arruda (PFL), Tadeu Filippelli (PMDB), Wasny de Roure (PT) e Pastor Jorge (PL) e o senador Paulo Octávio (PFL). O deputado federal Sigmaringa Seixas (PT), que deu uma rápida passada no local, foi o designado para acertar uma audiência dos parlamentares com o ministro de Coordenação Política, Aldo Rebelo. A assessoria de Sigmaringa afirma que o encontro ainda não foi marcado, mas pode acontecer ainda hoje. Os parlamentares pretendem ainda detalhar de onde sairão os recursos para concessão do aumento para policiais e bombeiros.
Segundo cálculos do GDF, o reajuste de 11,23% sobre o Fundo Constitucional do DF - que hoje é de R$ 4,4 bilhões - previsto para este ano, é suficiente para cobrir os custos do benefício a 37 mil servidores. A expectativa do governador Joaquim Roriz é de que a MP seja editada a tempo de que os reajustes sejam concedidos a partir do dia 1º de fevereiro.
Segundo o deputado Wasny de Roure (PT), os parlamentares chegaram ao consenso de que os reajustes devem ser igualmente concedidos a militares e civis. De acordo com a proposta enviada pelo GDF ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os 17% seriam dados integralmente em 1º de janeiro à Polícia Civil e dividido, metade no mês que vem e a outra metade apenas em setembro.
- Na semana passada eu estive com o presidente e reforcei com ele que o tratamento deve ser isonômico - conta o deputado Wasny de Roure.