Título: Emprego na indústria aumenta, diz IBGE
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Fonte: Jornal do Brasil, 09/04/2008, Economia, p. A20
Folha de pagamento real ficou estável em janeiro
O contingente de trabalhadores na indústria aumentou 0,6% em janeiro, em relação ao mês anterior, depois de duas quedas consecutivas. A folha de pagamento real ficou estável, na mesma base de comparação. Já o número de horas pagas teve expansão de 1,7%, em relação a janeiro. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em relação a igual mês do ano anterior, a taxa de emprego na indústria apresentou crescimento de 3,2% em janeiro, o que configura um quadro de 20 altas consecutivas. No acumulado dos últimos 12 meses, o emprego na indústria registra expansão de 2,5%.
No confronto com fevereiro de 2007, o número de trabalhadores empregados cresceu em 11 dos 14 locais pesquisados. Os maiores impactos positivos, na média nacional de empregos, vieram de indústrias de alimentos e bebidas (4,8%), meios de transporte (11,8%) e máquinas e equipamentos (10,3%).
Por região, São Paulo (4,6%) exerceu a maior contribuição no total do país, no confronto com fevereiro de 2007. O Estado representa 37% do número total de empregados na indústria brasileira.
O emprego na indústria da região Nordeste cresceu 4,3%, e em Minas Gerais aumentou 3,1%, em relação a fevereiro do ano passado. Em sentido contrário, Espírito Santo (-1,6%) e Ceará (-0,3%) e Santa Catarina (-0,1%) apresentaram decréscimo em fevereiro no índice de emprego industrial.
Comparado com fevereiro de 2007, o número de horas pagas aumentou 3,7%, e a folha de pagamento real expandiu 4,4%.
Primeiro bimestre
No acumulado do primeiro bimestre, o indicador registra alta de 3% em relação a igual período em 2007, com expansão em onze dos 18 setores analisados. O destaque ficou por conta do setor de máquinas e equipamentos, que teve elevação de 13,2%, seguido por meios de transporte (10,8%) e produtos de metal (10,2%).
Entre os locais pesquisados, São Paulo (4,6%), região Nordeste (3,1%) e Minas Gerais (2,8%) sobressaíram no acumulado de janeiro e fevereiro.
Segundo o IBGE, essa expansão no bimestre é a maior para o período desde 2005. A pesquisa, segundo ressalta o órgão, sustenta um elevado patamar produtivo da atividade industrial é fator determinante na manutenção dos índices positivos no emprego.