Título: GDF dá primeiro passo nas parcerias com setor privado
Autor: Mariana Santos
Fonte: Jornal do Brasil, 16/02/2005, Brasilia, p. D3
O pontapé inicial para começar obras no DF por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs) foi dado. Ontem, o governador Joaquim Roriz empossou os 11 membros do Conselho Gestor das Parcerias Público-Privadas (CGP) que a partir da próxima semana começam a avaliar os principais projetos do GDF que se encaixam no modelo financeiro. Dentre os principais estão as construções da nova rodoviária interestadual, da estrutura definitiva do Ceilambódromo, da Cidade Digital, de estacionamentos subterrâneos na Esplanada dos Ministérios e do trem-bala que ligará Brasília a Goiânia.
O GDF conta com mais de 20 projetos de PPPs que aguardavam apenas a promulgação da lei federal para começarem a ser trabalhados. O conselho também deverá analisar a possibilidade de concessões e terceirizações de serviços.
- Esta é uma política não apenas dos estados, mas também do governo federal. As PPPs são o formato encontrado para o desenvolvimento nacional, na medida em que os recursos públicos são minguados e os privados não. Chegou o momentos de colocar as grandes obras rentáveis nas mãos do setor privado com parceira do governo - avaliou Roriz, que será também o presidente do CGP.
De acordo com o secretário-executivo do Conselho, José Walter Vazquez, não haverá um cronograma atencipado para as reuniões, a serem marcadas sempre que necessário. Ele conta ainda que já na semana que vem os conselheiros - nove secretários de estado, além do procurador-Geral do DF, Miguel Farage, e da corregedora-Geral do DF, Anadyr Mendonça - deverão deliberar pela terceirização das lavanderias e de serviços de manutenção nos prédios dos hospitais públicos.
O DF poderá investir em PPPs até R$ 65 milhões por ano, valor correspondente a 1% da receita líquida da cidade - limite estipulado por lei. Cada projeto pode ter custo estimado de até R$ 20 milhões, com prazo de conclusão entre cinco e 30 anos.