Título: Tesourada de R$ 19 bi atinge Cidades, Saúde e Turismo
Autor:
Fonte: Jornal do Brasil, 24/04/2008, País, p. A6
Márcio Fortes minimiza decreto e garante que PAC não perde verbas BRASÍLIA Os ministérios das Cidades, Saúde e Turismo serão os mais atingidos pelo corte de R$ 19,193 bilhões no Orçamento de 2008. O valor representa cerca de 15% do total de gastos programados anteriormente. A reavaliação do Orçamento baseia-se em novas estimativas para gastos e receitas do governo. O anúncio do contingenciamento já era esperado, sobretudo depois da queda da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que privou o governo de arrecadar R$ 40 bilhões por ano. No ano passado, o corte foi de R$ 16,4 bilhões; em 2006, de 14,2 bilhões; e, em 2005, de R$ 15,9 bilhões. Segundo o decreto publicado ontem no Diário Oficialda União, os maiores cortes foram nos ministérios de Cidades (R$ 2,720 bilhões), Saúde (R$ 2,594 bilhões), Turismo (R$ 2,233 bilhões), Defesa (R$ 1,905 bilhão) e Educação (R$ 1,612 bilhão). Critérios internos A redução dos gastos em cada uma das pastas será feita de acordo com o critério dos próprios ministérios, que podem escolher os programas que serão mais afetados ou optar ainda por um corte proporcional. Por isso, ainda não é possível saber quais os programas do governo que serão mais afetados. Ao comentar os cortes, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, garantiu que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) sob o comando do ministério não serão afetadas pelo corte em sua pasta. Segundo Fortes, o ministério tem sua ação fortemente focada no PAC, e os recursos para o programa não sofrerão cortes. É importante assinalar que seguem as obras básicas de saneamento e habitação nos volumes já anunciados, que já foram ou estão sendo contratados e estão sendo objeto, inclusive, de início de obras disse o ministro que, curiosamente, parecia estar adaptando-se aos novos tempos ao pedalar uma bicicleta pela Esplanada dos Ministérios com o secretário estadual de Transportes do Rio de Janeiro, Júlio Lopes. O passeio fazia parte da promoção do projeto Rio, Estado da bicicleta , um estímulo ao uso de biclicetas nas grandes ci- dades. De acordo com o ministro das Cidades, estão previstos no PAC R$ 149 bilhões para obras nas áreas de habitação, saneamento e obras em metros. (O corte) não atrapalha, e o PAC continua normalmente. Temos praticamente 30% do total de R$ 504 bilhões, que também envolve os Ministérios dos Transportes e de Minas e Energia. PROGRAMA Com menos verbas, Fortes pedala nas ruas de Brasília ABr
Avô e tia da menina depõem
Polícia desconfia que Cristiane e seu pai interferiram na cena do crime SÃO PAULO Antonio e Cristiane Nardoni, avô paterno e tia da menina Isabella Nardoni, chegaram para prestar depoimento no 9º Distrito Policial (Carandiru) por volta das 16h20 de ontem, debaixo de protestos. Depois de cinco horas, saíram sem falar com a imprensa. Um homem atirou uma pedra contra o carro em que estavam e foi levado para a delegacia, onde prestou esclarecimentos. Pai e filha estão entre as quatro testemunhas consideradas imprescindíveis pela polícia para concluir o inquérito que investiga o assasinato da menina, de 5 anos. Longe dos jornalistas que acompanham o caso Isabella no 9º DP, em outra delegacia, a polícia ouviu na terça-feira duas testemunhas mantidas em sigilo. Elas contaram que viram Antonio Nardoni entrando no apartamento de Alexandre, que não estava lacrado, no dia seguinte ao crime.
É importante assinalar que seguem as obras básicas de saneamento e habitação nos volumes já anunciados Depoimentos O depoimento de Antonio e Cristiane inicialmente foi marcado para terça-feira, mas foram remarcados para ontem. A tia de Isabella foi a primeira a ser ouvida. Cristiane começou a depor por volta das 17h20 e antes das 19h30 já havia terminado. A polícia quis saber se, de fato, ela disse algo que pudesse incriminar o irmão quando estava em um bar e recebeu um telefonema do pai sobre a morte de Isabella. A Polícia Civil tentou esclarecer Márcio For tes, ministro das Cidades