Título: Petróleo bate novo recorde e é negociado a US$ 125,96
Autor:
Fonte: Jornal do Brasil, 10/05/2008, Economia, p. A17

Em mais um dia de avanço, o petróleo bateu novo recorde, durante as negociações de ontem e no fechamento dos negócios. O barril do óleo cru, para entrega em junho, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), encerrou o dia de ontem cotado a US$ 125,96 (alta de 1,83%), marcando mais um recorde sucessivo para um encerramento de sessão (no dia anterior, o barril fechou cotado a US$ 123,69). Durante o dia, o preço atingiu o pico de US$ 126,20, novo recorde para um dia de negócios.

A desvalorização do dólar, que acontece devido à disparada do preço das commodities nos últimos dias e da eventual escassez de oferta do produto, tornam o barril da commodity (que é negociado em dólares) acessível a mais compradores. Com mais competidores pelo petróleo em cena, a oferta atual fica mais restrita, fazendo com que o preço dispare o que se vê há alguns meses.

Investimentos em commodities são vistos como uma garantia contra efeitos inflacionários. Segundo analistas, a desvalorização do dólar está na raiz do processo de alta do petróleo: com o dólar mais barato, o barril (que tem seus preços cotados em dólares) fica mais acessível, aumentando a pressão da demanda mundial pelo produto.

Além disso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) tem, em grande medida, ignorado os apelos dos países consumidores ¿ principalmente dos que mais consomem, como os EUA ¿ para um aumento de produção. No início de março, a organização decidiu manter inalterada sua cota oficial de produção, fixada em 29,67 milhões de barris diários.

O banco de investimentos Goldman Sachs também estima que o preço do petróleo possa chegar a US$ 200 dentro dos próximos dois anos, como parte de uma disparada provocada por dificuldades na ampliação da oferta mundial do produto.