Título: O BC na berlinda
Autor: Gabriela Valente e Jiani Carvalho
Fonte: Jornal do Brasil, 17/02/2005, Economia, p. A17
Juros altos e tributos crescentes desestimulam o empresariado e podem comprometer o crescimento da economia e a criação de empregos¿ Paulo Skaf,Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) ¿Se a decisão se estender para o segundo trimestre, a atividade e o ritmo de crescimento ficarão comprometidos. A demanda pode esfriar, frustrando as expectativas de quem está investindo¿ Armando Monteiro Neto, Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
¿Creio que a taxa esteja chegando ao teto máximo, que, para mim, é de 19% ao ano. Essa é minha expectativa para a reunião do Copom do mês de março. Uma taxa superior a esse patamar traria mais malefícios do que benefícios para a economia brasileira¿ José Arthur Assunção, Vice-presidente da Federação Nacional das Empresas de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi)
¿O novo aumento da taxa básica é contra-indicado nesse momento em que há maior oferta de crédito e dilatação dos prazos de financiamento. Seria recomendável esperar os efeitos de defasagem temporal das sucessivas altas da Selic sobre o controle da inflação. Nesse contexto, fica claro que os juros vão reduzir o ritmo de crescimento este ano e impor um custo acima do desejado sobre a economia¿ Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan)