Título: Política Industrial acende polêmica entre economistas
Autor: Monteiro, Viviane
Fonte: Jornal do Brasil, 14/05/2008, Economia, p. A17
O anúncio da Política de Desenvolvimento Produtivo para estimular as exportações brasileiras trouxe otimismo para alguns setores e desconfiança para outros. Alguns economistas acreditam que o pacote não contém a redução homogênea de impostos, e, no quesito infra-estrutura, está longe do ideal.
Para o economista e professor das Faculdades Integradas Rio Branco, Carlos Stempniewski, o programa trata mais de uma atualização fiscal tributária do que um estímulo às exportações.
Foco difuso
Para Carlos, o programa carece de uma visão mais estruturada e a crítica do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, de que a iniciativa privada investiu pouco nos últimos 25 anos é imprópria.
¿ É um foco difuso das pessoas que estão no governo, porque é papel do Estado oferecer infra-estrutura ¿ destacou.
Nas contas do economista, a renúncia fiscal proposta pelo governo federal é irrisória, se comparada à arrecadação anual de impostos. Segundo Carlos, o Brasil arrecadará, em três anos e meio ¿ período de execução do PDP ¿ algo perto de R$ 3 trilhões. Para o economista, "o desconto de R$ 21,4 bilhões é inócuo e improdutivo".
Para Leonardo Miceli, economista da Tendências Consultoria, o programa precisa ser mais objetivo e detalhado.
¿ Está igual ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Pouco muito genérico. A história mostra que uma política homogênea gera mais resultados ¿ avaliou Leonardo.
Para o economista da Tendências, o governo valorizou demais o programa, que apenas contempla algumas medidas fiscais.