Título: Oposição recomenda menos gastos se a receita diminuir
Autor: Bruno, Raphael
Fonte: Jornal do Brasil, 22/05/2008, País, p. A3
Para o senador Álvaro Dias, as explicações dos governistas não convencem.
¿ Ora, o próprio governo faz previsões otimistas para a economia. O crescimento da receita é sustentável, porque há segurança em relação ao crescimento econômico do país ¿ ressalta.
O senador sugere ainda que, se no futuro o cenário econômico se alterasse e a arrecadação diminuísse, o governo poderia realizar cortes em outras áreas.
Somente no primeiro trimestre de 2008, o governo já embolsou, mesmo sem poder contar com a CPMF, R$ 24,88 bilhões a mais do que havia arrecadado no mesmo período do ano passado (confira quadro). Foram R$ 161,74 bilhões nesse ano contra R$ 136,85 bilhões ano passado.
A CPMF, com a antiga alíquota de 0,38%, era responsável por pouco mais de 6% da arrecadação federal. Curiosamente, como o próprio relatório do Ministério do Planejamento observa, o crescimento vigoroso de receitas relativas a tributos que incidem sobre o faturamento de empresas, como o CSLL, sugere que boa parte do que deixou de ser arrecadado com o fim da CPMF foi compensado por uma base de lucro maior sobre o qual incidem os impostos. A arrecadação com a CSLL foi de R$ 8,91 bilhões nos três primeiros meses de 2007 para R$ 11,07 bilhões no mesmo período em 2008. (R.B.)