Título: Tenente dá um tiro na cabeça ao ser acusado de pedofilia
Autor:
Fonte: Jornal do Brasil, 31/05/2008, País, p. A6

Militar era casado, tinha uma filha de nove anos e socorreu Isabella SÃO PAULO Investigado sob a suspeita de integrar uma rede de pedófilos que oferece programas pela internet e age na cidade de São Paulo, o tenente da Polícia Militar Fernando Neves Braz, 34 anos, da Força Tática do 5º Batalhão (zona norte), suicidou-se na manhã de ontem após receber uma ordem de busca e apreensão em seu apartamento. Braz estava na corporação havia 11 anos, era casado e pai de uma menina de nove anos. Ele se matou com um tiro na cabeça com a própria arma (uma pistola da PM), no banheiro de seu apartamento, no 4º andar de um prédio na avenida Nova Cantareira, Vila Santa Inês, na zona norte de SP. Braz foi o oficial da PM que, na noite de 29 março, comandou a equipe de 30 PMs que fez uma varredura no Edifício London, na Vila Isolina Mazzei (zona norte), logo após a menina Isabella Nardoni, 5, ter sido jogada pela janela do sexto andar. A equipe de Braz procurava um suposto ladrão. A 5ª Delegacia Seccional Leste chegou ao nome do tenente após prender no dia 24, na zona sul, o operador de telemarketing e pai-de-santo Márcio Aurélio Toledo, 36. Ele foi preso e indiciado por pornografia infantil, acusado de distribuir imagens de sexo de adultos com crianças em salas de bate-papo da internet. O delegado André Pimentel suspeita que o pai-de-santo oferecia os programas com as crianças com a condição de também fazer sexo com os pedófilos. Até o momento nenhuma vítima foi identificada. Para chegar à identidade de Toledo, os policiais civis contaram com denúncias feitas por um homem que se relacionava com o pai-de-santo na internet e para quem ele havia dado o número de telefone. Grampo telefônico Com autorização judicial, o te- lefone de Toledo foi grampeado. No dia 22, Toledo e Braz mantiveram duas conversas telefônicas. Nelas, ambos falam sobre uma menina, supostamente de seis anos, que estaria na casa do pai-de-santo e que, nas palavras dele, "já havia sido avisada que iria ser feita mulher naquele noite''. Os policiais civis flagraram o carro do oficial da PM passar diversas vezes pela rua de Toledo. No Gol, os investigadores sabiam que ele carregava uma filmadora e câmera fotográfica. Na noite de anteontem, o Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo) concedeu um mandado de busca e apreensão para quatro endereços vinculados ao oficial da

Pastor batista pega 36 anos de reclusão por abuso de menores FLORIANÓPOLIS O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) concluiu o julgamento de Wilmar Martins de Barros, ex-pastor da Igreja Batista Palavra Viva, que foi condenado a 36 anos de prisão por abuso sexual de sete adolescentes. Os crimes aconteceram em Florianópolis no ano 2000. De acordo com o TJ, em primeira instância, o ex-pastor foi condenado a 19 anos e seis meses de prisão. Tanto o acusado quanto o Ministério Público recorreram da sentença. Barros na tentativa de obter a absolvição e a Promotoria na busca de aumentar a pena aplicada. Por unanimidade de votos, a 3ª Câmara do TJ rejeitou o apelo do religioso e deu parcial provimento ao recurso do Ministério Público para fixar a pena do ex-pastor em 36 anos em regime fechado. O relator da matéria foi o desembargador Moacyr de Moraes Lima Filho. Segundo o processo, o então pastor utilizava a mesma técnica de convencimento para dissuadir suas vítimas: exibição de vídeos pornográficos, muita conversa e ameaça de desligá-los do grupo de jovens da igreja em caso de resistência ao assédio. Barros foi preso em 2006 em Recife, onde tem parentes. Ele estava em um culto no momento da prisão. Na ocasião, Barros afirmou à polícia que foi enviado à África pelo bispo da igreja quando o caso se tornou público. A reportagem entrou em contato com a igreja Batista Palavra Viva, em Florianópolis, e foi informada de que Barros está afastado há quatro anos do quadro de pastores do templo.