Título: Lula quer punição severa para desmatadores
Autor:
Fonte: Jornal do Brasil, 31/05/2008, País, p. A7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, ontem, em Belém, a aplicação de penas severas para quem descumprir a legislação ambiental, durante o Fórum de Governadores da Amazônia.

¿ Eu acho que nós temos que punir duramente quem descumpre a legislação (ambiental) ¿ disse. A lei não é aprovada por mim, a lei é aprovada pelo Congresso Nacional. Ela vale para o pequeno, para o médio e para o grande. Ela vale para o presidente da República e vale para qualquer outro setor. Se cada um de nós cumprir a lei, nós teremos um modelo de desenvolvimento extraordinário com a preservação ambiental.

O presidente afirmou ainda que não tem porque "derrubar um pé de caatinga" no país.

¿ Um país que tem a quantidade de terras que tem o Brasil, um país que tem a quantidade de pastos degradados que tem o Brasil e que podem ser recuperados, não tem porque pensar em derrubar um pé de caatinga neste país para plantar alguma coisa ¿ acrescentou.

Questão cultural

Segundo ele, a sociedade precisa compreender que este não é um processo que a lei resolve.

¿É uma questão cultural, de preservar o meio ambiente, preservar a nossa fauna e as nossas florestas, cuidar da nossa água será uma vantagem comparativa para o Brasil no mundo dos negócios agrícolas. É isso que nós temos que entender, porque se a gente não tiver cuidado, daqui a pouco tem um movimento internacional para não comprar produtos do Brasil, e isso será muito prejudicial ¿ prosseguiu

O presidente também anunciou que vai esperar o fim do processo eleitoral para voltar a inaugurar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas capitais.

¿ Esta é a última grande capital que visito ¿ disse ele se referindo a Belém. ¿ A partir de agora, vou esperar passar o processo eleitoral para voltar a visitar. Quero voltar aos Estados inaugurando escolas técnicas e universidades, estradas, ferrovias, portos e aeroportos.

Ontem, Lula se mostrou preocupado com as demonstrações da população presente aos atos de assinatura de obras do PAC, que vaia as autoridades das cidades onde vai.