Título: O por quê da desocupação e suas conseqüências
Autor:
Fonte: Jornal do Brasil, 21/02/2005, Internacional, p. A7
No que consiste o plano, Cerca de 9 mil colonos judeus que vivem em 25 enclaves na Faixa de Gaza e Cisjordânia abandonarão suas terras, que serão entregues à Autoridade Nacional Palestina (ANP).
Diplomacia
Os mediadores do chamado Mapa do Caminho, liderado pelos Estado Unidos, acreditam que a evacuação das colônias é o principal passo a ser dado para o sucesso das negociações.
O que acham israelenses?
Sharon acredita que Gaza é apenas uma área desértica sem muito valor econômico ou estratégico. Dois terços dos israelenses e árabes-israelenses são a favor da desocupação. Mas o partido Likud, entre outras parcelas da população, resiste ao plano, argumentando que Gaza e Cirjordânia fazem parte da terra prometida por Deus aos judeus.
O que acham palestinos?
Cerca de 1,3 milhão de palestinos vivem na região e, apesar de acharem positivo receberem as terras de volta, afirmam que o conflito só terminará quando toda a Cisjordânia e Jerusalém Oriental estiverem sob seu domínio.
Movimentação Política
O gabinete de Sharon aprovou a evacuação em junho do ano passado, mas precisava de aprovação do resto do governo. Seus parceiros políticos começaram a desfazer alianças, e o premier perdeu apoio. Isso o obrigou a fazer coalizões políticas com antigos rivais, inclusive representações árabes. O Parlamento já aprovou o plano, que ainda não passou pela votação do orçamento de 2005.
Ainda há obstáculos?
Sim, apesar de Sharon ter apoio de 66 dos 120 assentos do Parlamento, ainda precisa de votos para aprovar o orçamento do ano que vem do país, o que tem de acontecer até 31 de março. Se até então, o orçamento não for aprovado, Sharon deve pedir demissão. A eleição do novo premier pode atrasar a desocupação.