Título: Não sou sabuja, reage Kátia Abreu. E fala de preconceito
Autor: Falcão, Márcio
Fonte: Jornal do Brasil, 15/06/2008, País, p. A14

Apesar da diplomacia que Marina e Kátia fazem questão de sustentar por onde passam, os primeiros desdobramentos desta disputa não foram nada amistosos. Na semana passada, durante a sessão do Congresso, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a senadota tocantinense foi à tribuna expor, com um discurso duro, as divergências com a ex-ministra. E se disse vítima de preconceito.

¿ Nós precisamos, sim, derrubar árvores para produzir alimentos ¿ afirmou. ¿ Precisamos de mais alimentos com preços mais baratos. Quero dizer à sra. ministra que o meu nome é Kátia Regina de Abreu, que não sou do partido da bancada ruralista. Não aceito ser tratada com preconceito. Eu defendo o agronegócio brasileiro sim, de frente, e enfrento os defeitos que o meu setor pode ter.

O plenário estava quase vazio e Marina assistiu o "desabafo" da colega na primeira fila. O estopim do constrangimento foi o artigo da ex-ministra em um jornal reclamando da escolha escolha da colega do DEM para relatar o projeto orçamentário ambiental, e as queixas da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), integrante da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso, ainda sobre sua indicação.

Reação

Em protesto contra Kátia, parlamentares, com o apoio do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, chegaram a fazer um abaixo-assinado para o DEM reconsiderar a indicação. Argumentavam que, além de defender a derrubada do decreto, Kátia é candidata a presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

¿ Ninguém conversou comigo para saber minha opinião, não sou ""sabuja"" de ambientalistas, o abaixo-assinado é preconceituoso e eu não aceito este tipo de preconceito e quem me conhece sabe que vou seguir a lei ¿ rebateu Kátia.