Título: Bovespa supera marco dos 70 mil pontos
Autor: Rosa, Leda
Fonte: Jornal do Brasil, 15/06/2008, Economia, p. E4

Um dos locais no país no qual a boa fase da economia se materializa é a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O prédio no Centro da capital paulista tem sido o palco para sucessivas máximas históricas embaladas especialmente pela concessão de grau de investimento seguro ao Brasil por duas das mais importantes agências de risco mundiais.

Em 30 de abril, a Standard & Poor¿s elevou o país ao rating BBB-, primeiro estágio entre os investimentos considerados seguros pela entidade. A classificação teve impacto extremamente positivo no mercado de capitais e ajudou a atrair mais recursos. A partir do novo estágio, o país passou a ser o foco das atenções dos fundos de investimento private equity, que somaram 15% dos negócios e fusões realizados no país em 2007.

Já no primeiro pregão depois de ter recebido o grau de investimento, realizado em 2 de maio, a Bovespa ultrapassou a barreira dos 70 mil pontos, registrando mais um recorde histórico, dando continuidade à série que se estendeu durante o mês.

O governo comemorou e atribuiu à solidez das contas públicas a elevação do grau de risco da S&P. Opinião diferente foi emitida pela agência Moody¿s, que ainda na primeira semana de maio deu nota Ba1 ao Brasil. Com a avaliação, o país não decolou do patamar especulativo. Em comunicado oficial, a agência informou que já "incorpora importantes reduções nas vulnerabilidades externas do país e reduções dos riscos sobre o crédito no país no fronte fiscal". Segundo a Moody¿s, o Brasil precisa ajustar os gastos e fazer reformas para chegar ao grau de investimento.

Mas, antes de terminar o mês de maio, outra boa notícia. A agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou a nota do país e o incluiu na seleta carteira dos países dignos de receber investimentos estrangeiros sem risco de calote.