Título: Câmara adota Bosque dos Constituintes
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Fonte: Jornal do Brasil, 06/06/2008, JB Brasília, p. R5
Área criada há 20 anos na Praça dos Três Poderes será recuperada para virar ponto turístico DA REDAÇÃO No Dia Mundial do Meio Am- biente, a Câmara dos Deputados adotou o Bosque dos Constituintes e elegeu-o como o primeiro jardim histórico da cidade. A área, que não chama a atenção e é pouco conhecida dos brasilienses, deve virar ponto turístico da capital. O bosque é atrás do Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes. A ação só será possível porque a Secretaria de Meio Ambiente do DF cederá o espaço para a Câmara. O acordo de cooperação foi assinado na manhã de ontem pelo governador José Roberto Arruda e o pelo presidente da casa, deputado Arlindo Chinaglia. O bosque foi acolhido pela Câmara por ser um símbolo da Constituição de 1988, que este ano está completando seu vigésimo aniversário. Um dia antes da Carta Magna ser promulgada, no dia 5 de outubro, os deputados e senadores responsáveis pela sua elaboração plantaram, cada um, uma das 600 mudas no local que recebeu o nome de Bosque dos Constituintes,. O parque ficou abandonado nessas duas décadas. O GDF, responsável pela área, não conseguiu impedir a morte e derrubada de parte das plantas. A árvore que o presidente Lula, na época deputado federal, plantou não existe mais. A partir de agora, a Câmara dos Deputados fica responsável pela ornamentação da área e pelo renascimento do espírito de conservação ecológica, um dos objetivos dos constituintes de 88. Novas mudas já foram plantadas ontem e a Câmara vai colocar bancos e instalar iluminação na área. O parque fica numa área histórica, com um grande potencial turístico. E é nisso que queremos transformar o bosque, em um dos pontos turísticos de Brasília disse o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, deputado André de Paula (DEM-PE). O título de jardim histórico só virá depois que o parque for reformado. O superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Alfredo Gastal, ressaltou que o bosque é uma composição arquitetônica e vegetal que apresenta interesse público e nesse sentido deve ser entendido como um monumento. Atualmente o parque possui espécies tipicamente brasileiras, como o pau brasil, o pau ferro, aroeira, guapuruvu e as árvores símbolo de Brasília, os ipês amarelo e branco. Além dessas, o projeto original também plantou espécies exóticas, como o jambo rosa da Malásia e o jambolão, mas nenhuma sobreviviu até hoje. (L.K.)