Título: Dilma: Maldição do petróleo não nos afetará
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Fonte: Jornal do Brasil, 14/08/2008, País, p. A2
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse ontem que a "maldição do petróleo" não vai afetar a economia brasileira nos próximos anos. Ao comentar a exploração do petróleo nas reservas recém-descobertas na camada pré-sal, na Bacia de Santos, Dilma garantiu que o Brasil vai transformar o produto em benefícios para a população, especialmente na área educacional. Não somos um país qualquer enfatizou Dilma. A chamada maldição do petróleo, em que os países que têm petróleo são de pouca industrialização, não nos afetará. O Brasil será, sem dúvida, um país capaz de transformar essa riqueza em um grande benefício para sua população. Dilma disse que o país tem uma "indústria diversificada", por isso será capaz de transformar a extração do petróleo em benefícios também em sua área industrial. Temos uma indústria diversificada e um processo em andamento de industrialização da economia brasileira que pode vir a permitir também um grande país na área da indústria naval, dos equipamentos e da produção de bens e materiais que serão utilizados pela indústria petroleira. E também no que se refere à indústria química e petroquímica completou. A exemplo do afirmado terça-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma disse que o pré-sal é um recurso "fundamental" para a população motivo pelo qual será transformado em melhorias na educação e condições de vida dos brasileiros. Isso define o princípio que vai nortear o governo sobre seu uso, que vai permitir que os brasileiros tenham melhoria da educação, que avancemos em direção à sociedade do conhecimento, que inova e faz pesquisa. Segundo a ministra, a descoberta do pré-sal é uma "conquista da inteligência brasileira que foi capaz de fazer pesquisas a grandes profundidades da Bacia sedimentar brasileira". Dilma afirmou, ainda, que o pré-sal é uma "diretriz estratégica fundamental" para transformar o Brasil de "país importador de petróleo" para uma nação que "seguramente pode vir a ser um dos países exportadores de petróleo, com um posicionamento diferenciado".