Título: Plataformas e embarcações encobrem pontos turísticos
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Fonte: Jornal do Brasil, 14/08/2008, País, p. A2
A paisagem do Rio ganhou vi- sitantes um tanto "inconvenientes": três plataformas que vão para a Bacia de Santos e 25 navios. A imagem de pontos turísticos como a Baía de Guanabara, Pão de Açúcar, Cristo Redentor e a Praia de Copacabana ganhou outros contornos com a ancoragem de embarcações na cidade. O cenário reflete o aquecimento da indústria naval e a expansão e exploração de petróleo no Estado, que movimenta US$ 27,2 bilhões. Investimentos na construção de navios, módulos, plataformas e sondas distribuídos em cinco estaleiros às margens da Baía de Guanabara empregam 25 mil pessoas. O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, explica que o movimento das embarcações retrata o crescimento econômico. A gente vive um ciclo de crescimento no Estado. A indústria naval e do petróleo e gás é vital para o crescimento avalia Bueno. A movimentação de embarcações e plataformas pode atrapalhar a vista, mas é um problema bom. No Rio, os contratos são do estaleiro EISA, na Ilha do Governador. No momento, são construídos 10 petroleiros para a Venezuela, 5 porta-contêineres da Log-In, grupo responsável pelo transporte marítimo da Vale, dois graneleiros. Os investimento ultrapassam US$ 1,3 bilhão.
Concentração
A maior concentração do setor está do outro lado da ponte, em Niterói, cidade que detém 80% da indústria naval e offshore do país. Só o estaleiro Mauá possui contratos na ordem de US$ 1,550 bilhão, com a construção de quatro petroleiros e reparos na plataforma fixa de produção de gás Mexilhão. A megaplataforma ainda não tem data definida para seguir para a Bacia de Santos. O Aker Promar soma US$ 470 milhões, com a construção de cinco embarcações. O estaleiro Aliança ficou com quatro embarcações de apoio, total de US$ 100 milhões. Já o Renave constrói uma balsa, uma embarcação tipo LH, cujo valor não foi divulgado. A Capitania dos Portos explica que a Baía possuí 11 áreas para ancoragem de, no máximo, 28 embarcações. A média de permanência é de 2 a 25 dias.