Título: Tom de entusiasmo domina os discursos
Autor: Correia, Karla
Fonte: Jornal do Brasil, 29/08/2008, Economia, p. A18
O tom de entusiasmo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na apresentação do balanço aos convidados da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) se refletiu na fala dos oradores convidados. Os presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) , Luciano Coutinho, e da Petrobras, Sérgio Gabrielli, rechearam suas apresentações com dados mostrando o crescimento dos investimentos no país.
O economista da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Néri, enfatizou as conquistas do governo no combate à fome e à pobreza.
¿ Em um ano de crise internacional, eu posso dizer que os investimentos no Brasil sequer tremeram ¿ celebrou Luciano Coutinho, que destacou os investimentos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e o crescimento do mercado interno entre as "forças motrizes" da fase de estabilidade econômica do país. Segundo Coutinho, as projeções do BNDES apontam para crescimento de 52% nos investimentos no país, nos próximos quatro anos, excluído o montante destinado ao pré-sal.
Congresso
No Parlamento, governistas decidiram acelerar as articulações e até travam embates nos bastidores. Querem reunir artilharia e garantir que a votação do projeto sobre o pré-sal ocorra até o fim de 2009, longe da sucessão presidencial de 2010.
A estratégia assinada pelos líderes governistas prevê no primeiro momento reunir o maior número de informações técnicas sobre o pré-sal, enquanto o governo define qual o sistema será adotado. Há especulações em torno de uma nova estatal, o fortalecimento da Petrobras ou a reformulação da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Já foram consultados o secretário de Política de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, José Lima Neto, e o gerente da Petrobrás em Brasília, Carlos Alberto de Figueiredo.
Aos parlamentares, os técnicos não bateram martelo sobre a criação da nova estatal, mas disseram que nos corredores do Planalto a idéia tem fôlego e que se for concretizada, a empresa não terá caráter de executora, mas sim para garantir a propriedade do óleo e sua destinação.